Um misto de alegria e espanto tomou conta da comunidade médica brasileira no dia 2 de maio de 2012, quando o bebê Carolina deixou um hospital mineiro pesando 3,3 kg, medindo 47 cm e levando consigo a esperança de uma infância normal. Ela havia nascido passadas apenas 25 semanas de gestação, com 360 g (equivalente a uma latinha de refrigerante cheia) e 27 cm, sendo reconhecida como a menor recém-nascida a sobreviver no País. Em todo o mundo, somente 138 recém-nascidos menores que 400 g sobreviveram. O recorde é de Rumaisa Shaik, filha de indianos que veio à luz em 2004 com 243,8 g e 24 cm em Chicago (EUA).
Se é improvável que um bebê tão pequeno resista e se desenvolva normalmente, a complicação também existe para os grandes: em 1879, o maior bebê do mundo nasceu com 10,4 kg no Canadá, mas morreu 11 horas depois do parto. Mais próximo em tempo e espaço, o bebê Junior Moreira, que veio ao mundo com 6,8 kg em Porto Xavier (RS), não resistiu às primeiras 24 horas de vida e morreu em abril de 2011. O maior recém-nascido a sobreviver no País nasceu em 2005 com 7,57 kg (mais pesado que um carrinho de bebê). Embora a taxa de mortalidade desses bebês venha caindo nas últimas décadas, sua sobrevivência segue sendo um desafio para a medicina. A seguir, conheça algumas das crianças brasileiras que precisaram enfrentar o próprio tamanho como o primeiro desafio ao pisar neste mundo.