Desde a 0h da sexta-feira, dia 7 de agosto, passou a ser proibido o uso de cigarros e demais produtos derivados do tabaco em ambientes fechados de uso coletivo no Estado de São Paulo. A medida vale não só para bares, restaurante e prédios comerciais, mas também para áreas comuns de prédios e condomínios.
A convite do Terra, oito pessoas vão contar por meio de suas páginas pessoais no Twitter o que mudou nestas primeiras semanas de vigor da lei.
A Lei Estadual 13.541 também determina o fim dos fumódromos e prevê multa e até suspensão das atividades, no caso de reincidência, para o proprietário do estabelecimento onde não for respeitada.
Quem descumprir a determinação deve pagar um valor que pode variar entre R$ 792,50 e R$ 1.585.
Conheça as pessoas que contarão, em tempo real, suas experiências no Estado de São Paulo.
Adriana Blanco
Fuma há oito anos e já achava a lei chata antes de começar a valer. Segundo ela, é como se, do dia para a noite, todos começassem a olhar estranho para os fumantes. Diz entender o lado bom da medida, mas quer ter o direito de fumar. Nos dias anteriores ao início da fiscalização, fez contagem regressiva e despediu-se aos poucos do cigarro em bares.
Caio Facchinato
Acha a lei horrível. Mesmo tentando parar de fumar já antes da medida, mantém meio maço de cigarros por dia e acredita que vai deixar de ir a mais de 70% dos locais que frequentava. Como trabalha com consultoria para diversas empresas, terá que se adaptar às regras de cada uma.
Diana Almeida
Fumou durante 11 dos seus 26 anos e, embora não tenha vontade de parar de fumar, poucos dias antes da lei, a sua preocupação era: “Vai ser horrível não poder sentar em um lugar tranquila e fumar um cigarrinho”. Acha que a lei vai fazê-la fumar menos. "Hoje em dia, na balada, é um atrás do outro".
Fabrício Miranda
Tinha uma divisão peculiar de cigarros até a sexta-feira. Dois durante o dia, quase 15 à noite, em dias de festa. Na vida dele há, em média, quatro espalhadas ao longo da semana. A que ele produz, inclusive, se despediu do fumo livre com uma edição especial. São doze anos de uma rotina que não escapa de mudar, pois “se mudam os hábitos, muda o vício”.
Fabricio Vertamatti
Apesar de fumar desde os 17 anos e ter aumentado a frequência consideravelmente nos últimos três anos, não se considera viciado. Com o início da fiscalização vai ter de atravessar a rua e fumar numa praça em frente ao trabalho. Ele contabiliza um maço de cigarros de menta por dia, mas não fuma os regulares. “Eu provavelmente vou deixar de ir a bares por não poder fumar”, diz.
Felipe Paradela
Fuma há 15 anos e, apesar de ter tentado parar uma vez, valoriza o cigarro certo na hora certa. “A lei pode ser saudável, mas tem hora em que é gostoso fumar”, diz. Além do prazer, o percursionista queria poder manter a sua arma antiansiedade. Antes e depois de shows, é o cigarro que moderava a sua adrenalina. “Isso não vai ter mais”.
José Argentato Filho
É fumante, mas se incomoda em fumar perto de pessoas que não fumam. Acha ruim, mas não odeia a lei, porque acredita que vai possibilitar um maior intervalo entre os cigarros e até a chance de largar o vício. Fuma um maço por dia, já que a correria do trabalho não permite mais. Nos finais de semana, a cota dobra.
Tatiana Bandeira
Fumante há mais de dez anos, tem fumado pouco por causa do trabalho. “Pra não descer tantas vezes”, diz. Divide o dia entre os cigarros: um quando acorda, um pela tarde e três antes de dormir. Conta que vai procurar respeitar, mas não imagina como os estabelecimentos vão fazer. “Vai ser natural as pessoas levantarem de um restaurante e saírem para fumar sem pagar a conta”.