Lei antifumo em SP

Terra acompanha o dia a dia de oito fumantes após a lei

Desde a 0h da sexta-feira, dia 7 de agosto, passou a ser proibido o uso de cigarros e demais produtos derivados do tabaco em ambientes fechados de uso coletivo no Estado de São Paulo. A medida vale não só para bares, restaurante e prédios comerciais, mas também para áreas comuns de prédios e condomínios.

A convite do Terra, oito pessoas vão contar por meio de suas páginas pessoais no Twitter o que mudou nestas primeiras semanas de vigor da lei.

A Lei Estadual 13.541 também determina o fim dos fumódromos e prevê multa e até suspensão das atividades, no caso de reincidência, para o proprietário do estabelecimento onde não for respeitada.

Quem descumprir a determinação deve pagar um valor que pode variar entre R$ 792,50 e R$ 1.585.

Conheça as pessoas que contarão, em tempo real, suas experiências no Estado de São Paulo.

Adriana Blanco
  • 25 anos |
  • Publicitária |
  • Cidade: Santos |
  • @didib


Fuma há oito anos e já achava a lei chata antes de começar a valer. Segundo ela, é como se, do dia para a noite, todos começassem a olhar estranho para os fumantes. Diz entender o lado bom da medida, mas quer ter o direito de fumar. Nos dias anteriores ao início da fiscalização, fez contagem regressiva e despediu-se aos poucos do cigarro em bares.

Caio Facchinato
  • 24 anos |
  • Consultor de Informática |
  • Cidade: São Paulo |
  • @caiofs


Acha a lei horrível. Mesmo tentando parar de fumar já antes da medida, mantém meio maço de cigarros por dia e acredita que vai deixar de ir a mais de 70% dos locais que frequentava. Como trabalha com consultoria para diversas empresas, terá que se adaptar às regras de cada uma.

Diana Almeida
  • 26 anos |
  • Produtora Audiovisual |
  • Cidade: São Paulo |
  • @dialmeida


Fumou durante 11 dos seus 26 anos e, embora não tenha vontade de parar de fumar, poucos dias antes da lei, a sua preocupação era: “Vai ser horrível não poder sentar em um lugar tranquila e fumar um cigarrinho”. Acha que a lei vai fazê-la fumar menos. "Hoje em dia, na balada, é um atrás do outro".

Fabrício Miranda


Tinha uma divisão peculiar de cigarros até a sexta-feira. Dois durante o dia, quase 15 à noite, em dias de festa. Na vida dele há, em média, quatro espalhadas ao longo da semana. A que ele produz, inclusive, se despediu do fumo livre com uma edição especial. São doze anos de uma rotina que não escapa de mudar, pois “se mudam os hábitos, muda o vício”.

Fabricio Vertamatti
  • 30 anos |
  • Analista de Sistemas |
  • Cidade: São Paulo |
  • @fvfumo


Apesar de fumar desde os 17 anos e ter aumentado a frequência consideravelmente nos últimos três anos, não se considera viciado. Com o início da fiscalização vai ter de atravessar a rua e fumar numa praça em frente ao trabalho. Ele contabiliza um maço de cigarros de menta por dia, mas não fuma os regulares. “Eu provavelmente vou deixar de ir a bares por não poder fumar”, diz.

Felipe Paradela


Fuma há 15 anos e, apesar de ter tentado parar uma vez, valoriza o cigarro certo na hora certa. “A lei pode ser saudável, mas tem hora em que é gostoso fumar”, diz. Além do prazer, o percursionista queria poder manter a sua arma antiansiedade. Antes e depois de shows, é o cigarro que moderava a sua adrenalina. “Isso não vai ter mais”.

José Argentato Filho


É fumante, mas se incomoda em fumar perto de pessoas que não fumam. Acha ruim, mas não odeia a lei, porque acredita que vai possibilitar um maior intervalo entre os cigarros e até a chance de largar o vício. Fuma um maço por dia, já que a correria do trabalho não permite mais. Nos finais de semana, a cota dobra.

Tatiana Bandeira
  • 31 anos |
  • Jornalista |
  • Cidade: São Paulo |
  • @tbandeira


Fumante há mais de dez anos, tem fumado pouco por causa do trabalho. “Pra não descer tantas vezes”, diz. Divide o dia entre os cigarros: um quando acorda, um pela tarde e três antes de dormir. Conta que vai procurar respeitar, mas não imagina como os estabelecimentos vão fazer. “Vai ser natural as pessoas levantarem de um restaurante e saírem para fumar sem pagar a conta”.

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