A descoberta dos mísseis

Em 1962, o mundo estava polarizado. Era época do que se convencionou chamar de Guerra Fria (1947 - 1991). De um lado estava os Estados Unidos e seus amigos ocidentais. Do outro, o regime comunista da União Soviética e os países sob sua influência.

Depois da tentativa frustrada de derrubar o regime comunista cubano com a Invasão da Baía dos Porcos em abril de 1961, os Estados Unidos instalaram mísseis nucleares na Turquia e na Itália, que teriam alcance até a União Soviética. Como resposta, em agosto de 1962, a União Soviética começou a instalar secretamente bases para mísseis nucleares de maior alcance na ilha comunista. Esses mísseis poderiam atingir quase todo o território dos Estados Unidos.

Em 14 de outubro de 1962, um avião da Força Aérea dos EUA capturou imagens que comprovaram a construção das bases soviéticas em Cuba. Como resposta, os Estados Unidos consideraram atacar Cuba por ar e por mar, mas acabaram optando por um bloqueio militar. Ele tinha o objetivo de não permitir que nenhuma arma chegasse ao território cubano. Eles também exigiram que as bases já construídas fossem destruídas.

O premiê soviético Nikita Khrushchev escreveu uma carta a John Kennedy, presidente dos Estados Unidos, afirmando que o bloqueio era um ato de agressão que impulsionava a humanidade à beira de uma guerra mundial nuclear.

Os termos dos Estados Unidos foram recusados, mas secretamente propostas para resolver a crise começaram a ser discutidas. O confronto terminou em 28 de outubro de 1962, com um acordo entre os países. Publicamente, a União Soviética aceitou desmantelar suas bases em Cuba e levar o armamento de volta, sujeito à verificação das Nações Unidas. Em troca, os Estados Unidos declararam publicamente que nunca invadiriam Cuba. Secretamente, Washington aceitou desmantelar seu arsenal localizado na Turquia e na Itália.