O principal tema da visita de Bush ao Brasil foi a cooperação no desenvolvimento de um mercado mundial de etanol. Não estava descartada a assinatura de acordo de cooperação, entre os dois países, para a instalação de plantas de produção de etanol em países na América Central e Caribe, mas ela não se concretizou.
Bush anunciou em janeiro que os Estados Unidos planejam substituir 20% dos combustíveis por etanol (álcool) e o Brasil é o principal produtor e exportador mundial deste combustível. Porém, os produtores brasileiros protestam pelas taxas de importação que Washington impõe ao etanol.
Lula, que lidera o G-20, grupo de nações em desenvolvimento que luta por um maior acesso para produtos agrícolas na Europa e Estados Unidos, discutiu com o presidente americano a redução de subsídios agrícolas dos países ricos na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Durante a visita, que também inclui paradas no México, na Guatemala, na Colômbia e no Uruguai, Bush tenta reverter as críticas de que seu governo não dá a atenção devida às questões da América Latina. Bush também tenta frear um crescente sentimento de anti-americanismo.
Bush já anunciou iniciativas para combater a pobreza na região, prometendo US$ 75 milhões em três anos para que os latino-americanos aprendam inglês, US$ 385 milhões para moradias a pessoas de baixa renda e ajuda médica por meio de equipes militares.