Este início de século XXI vem assistindo à emergência de líderes terroristas ligados ao fundamentalismo islâmico, como Osama bin Laden, morto em 2011 numa operação americana no Paquistão. Algumas lideranças ganham em importância à medida que a insurgência persiste, como Doku Umarov, na Chechênia, enquanto outras representam mais o fim de lutas, como o caso de Iñaki de Juana Chaos, do ETA, atualmente preso na Espanha.
Iñaki de Juana Chaos é um membro e líder do grupo paramilitar separatista basco ETA. Nascido em 1955, em Legazpia, na Espanha, Iñaki de Juana ingressou no serviço militar, tento sua coragem reconhecida pela atuação em um incêndio que atingiu Madri, em 1977. Logo depois, atuou na polícia basca, organização onde foi promovido duas vezes, mas que acabou abandonando em 1983.
Vivendo clandestinamente na fronteira com a França, Chaos se tornou militante do ETA. Durante a década de 1980, foi o responsável por pelo menos seis atentados nos arredores de Madri. O método mais utilizado por Iñaki de Juana era a explosão de carro-bomba. No dia 14 de julho de 1986, a detonação de um veículo em uma praça matou 12 policiais em Madri.
Iñaki de Juana Chaos atualmente vive em Belfast, na Irlanda do Norte. Em janeiro de 2009, participou de uma marcha pela paz entre israelenses e palestinos na Faixa de Gaza. No entanto, jornais espanhóis criticaram o fato de um condenado por dezenas de mortes violentas participar de um evento pela paz. Em 1987, Chaos foi condenado por matar 25 pessoas – 24 delas soldados e policiais – e acabou sentenciado a 3 mil anos de prisão. Após diversas apelações, foi libertado em agosto de 2008.