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Imprensa internacional repercute anulação das condenações de Lula

Jornais nos EUA, França, Reino Unido e Argentina destacam decisão do STF nas primeiras páginas de suas edições digitais

8 mar 2021
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A decisão que anulou condenações do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, por ordem do ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF), teve destaque em alguns dos principais jornais do mundo nesta segunda-feira, 8. Leitores em países como Reino Unido, França e Argentina encontraram a notícia na primeira página das edições online dos jornais.

O francês Le Monde destacou que a decisão "potencialmente o torna elegível para enfrentar Jair Bolsonaro na eleição presidencial de 2022". A publicação também mostra que a Bolsa braileira (B3) caiu mais de 4% logo após a decisão, e que a notícia provocou reação dos aliados de Bolsonaro.

Reportagem do jornal americano The New York Times destaca decisão de Fachin que anulou condenações de Lula
Reportagem do jornal americano The New York Times destaca decisão de Fachin que anulou condenações de Lula
Foto: Reprodução / Estadão

O New York Times, nos EUA, diz que a decisão tem o "potencial de remodelar o futuro político do Brasil". O jornal informa que há ampla expectativa de que Lula deve concorrer à Presidência em 2022. No Washington Post, também dos EUA, destaca que as condenações de Lula tinham relação com escândalos na Petrobrás mas que, segundo Fachin, o caso do ex-presidente não teria relação direta com os casos de corrupção investigados na estatal.

Os dois principais jornais argentinos, Clarín e La Nación, destacaram que Lula agora poderá voltar a ser candidato. O Clarín informou que Fachin "ordenou que a investigação fosse reiniciada em outras jurisdições devido à suposta parcialidade do Ministério Público e do ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro".

O La Nación diz que "Bolsonaro vê com bons olhos reeditar a polarização com o PT".

O The Guardian, da Inglaterra, diz que Lula "pode estar pronto para uma sensacional tentativa de retorno" após a decisão judicial. O jornal ouviu analistas que classificaram a notícia como uma "bomba política".

Estadão
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