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Forster aceitou indicação para embaixada, diz Bolsonaro

'Está tudo certo para o Forster assumir', garantiu o presidente; diplomata já era cotado para o cargo antes de Eduardo Bolsonaro ser indicado

28 out 2019
03h05
atualizado às 09h28
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Ligado ao escritor Olavo de Carvalho, o diplomata Nestor Forster aceitou a indicação para assumir a Embaixada do Brasil em Washington. A informação foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro em conversa com jornalistas, nesta segunda-feira, 28, ao deixar os Emirados Árabes rumo ao Catar. "Está tudo certo para o Forster assumir", garantiu o presidente.

Nestor Forster.
Nestor Forster.
Foto: Itamaraty

Segundo Bolsonaro, o convite foi feito pelo chanceler Ernesto Araújo a Forster por telefone. Em seguida, o Itamaraty expediu o pedido de agrément - consulta para obter a aprovação diplomática do outro país ao nome escolhido.

Na semana passada, Bolsonaro elogiou Forster e disse que ele seria "um bom nome" para a função, mas que precisava ouvi-lo antes de formalizar a indicação. "Como ele já está lá (na embaixada), é um grandão, conhece muito bem, desatou muito bem e é uma pessoa ativa, seria um bom nome para Washington", declarou.

Há alguns meses, a indicação de Forster para a embaixada do Brasil nos EUA era dada como certa por integrantes do Itamaraty. Próximo ao chanceler Ernesto Araújo e ao escritor Olavo de Carvalho, ele foi promovido em junho ao topo da carreira justamente para poder ocupar o posto. Um mês depois, no entanto, diplomatas foram surpreendidos pela possibilidade de Bolsonaro indicar um de seus filhos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Há alguns dias, com a desistência de Eduardo, o nome de Forster voltou a ganhar força. Mesmo antes do filho afirmar publicamente que abriria mão de pleitear o cargo de embaixador, o presidente da República já aventou o nome do diplomata como principal opção.

Diferentemente de Eduardo, a avaliação do governo é de que Forster não encontrará dificuldades para ter seu nome aprovado pelos senadores. Após o agrément, o indicado passa por sabatina no Senado.

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Estadão
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