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Flávio Bolsonaro diz que não fez nada de errado e está à disposição da Justiça

Deputado será convidado a comparecer no dia 10 de janeiro no Ministério Público do Rio para prestar esclarecimentos

21 dez 2018
18h44
atualizado em 22/12/2018 às 01h02
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RIO - A assessoria de imprensa do deputado Flávio Bolsonaro (PSL) enviou nota afirmando que o filho do presidente eleito "não é investigado e não fez nada de errado" no procedimento do Ministério Público do Rio que analisa movimentações atípicas na conta de seu assessor, Fabrício Queiroz, apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). A assessoria também declarou que Flávio "estará à disposição das autoridades competentes, por ser o principal interessado na elucidação dos fatos".

Nesta sexta-feira, 21, Fabrício Queiroz faltou pela segunda vez ao depoimento que iria prestar no MP do Rio. A defesa alegou novamente motivos de saúde - o ex-assessor já havia faltado na oitiva do dia 19.

O MP informou que "dando prosseguimento às investigações" enviará um ofício à Presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) sugerindo o comparecimento de Flávio Bolsonaro no MP, no dia 10 de janeiro, para que preste esclarecimentos acerca dos fatos apontados pelo Coaf.

O conselho identificou movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta no nome de Queiroz, entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017 e um repasse de R$ 24 mil para a futura primeira-dama Michelle Bolsonaro - o presidente eleito disse que se tratava do pagamento de uma dívida antiga do policial militar com ele.

As transações atípicas foram reveladas pelo Estado, no último dia 5. Desde a divulgação dos dados, Queiroz não se justificou em público. Ao Estado, o ex-assessor disse que não sabia nada sobre o assunto.

O nome de Queiroz consta na folha de pagamento da Alerj de setembro com salário de R$ 8.517. Ele era lotado com cargo em comissão de Assessor Parlamentar III, símbolo CCDAL- 3, no gabinete de Flávio Bolsonaro. Conforme o relatório do Coaf, ele ainda acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar. Ele foi exonerado no último dia 15 de outubro.

Estadão
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