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Ex-assessor diz que Trump é alvo de "golpe"

9 set 2018
13h15
atualizado às 14h19
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Após editorial anônimo publicado no "NYT" contra presidente americano, Steve Bannon afirma que há um ataque direto às instituições, algo que o país viu pela última vez na Guerra Civil americana.O editorial anônimo detalhando a resistência contra a administração do presidente Donald Trump, publicado no jornal The New York Times na semana passada e escrito supostamente por um alto funcionário do governo americano, ainda está dando o que falar.

Steve Bannon em conferência na Suíça no início de 2018
Steve Bannon em conferência na Suíça no início de 2018
Foto: DW / Deutsche Welle

Steve Bannon, ex-estrategista da Casa Branca, afirmou à agência de notícias Reuters, neste domingo (09/09), que o presidente Donald Trump estaria atualmente enfrentando um "golpe".

"O que você viu no outro dia foi tão sério quanto possível. Este é um ataque direto às instituições ", disse Bannon durante uma breve aérea à Itália. "Isso é um golpe, ok."

O artigo de opinião não assinado foi publicado na última quarta-feira e foi escrito por um funcionário sênior da administração Trump, disse o NYT.

O autor criticou a "amoralidade" de Trump e disse: "Muitos dos altos funcionários em sua própria administração estão trabalhando diligentemente, a partir de dentro, para frustrar partes de sua agenda e suas piores inclinações ".

Bannon disse que a última vez que um presidente dos EUA foi desafiado de tal forma foi durante a Guerra Civil americana, quando o general George B. McClellan entrou em confronto com o então presidente, Abraham Lincoln.

"Isso é uma crise. O país só vivenciou algo assim no verão de 1862, quando o general McClellan e os altos generais, todos democratas no Exército da União, consideraram que Abraham Lincoln não era apto nem competente para ser comandante em chefe", disse Bannon.

Bannon foi demitido por Trump em agosto de 2017, depois que ele discutiu com assessores do presidente sobre seus esforços para forçar o Partido Republicano a concordar com sua agenda econômica protecionista.

O ex-estrategista da Casa Branca afirmou que havia pedido a renúncia de seu cargo e que, na época, havia dito à emissora CBS que o "establishment republicano" estava tentando anular a eleição presidencial de 2016 e neutralizar Trump.

"Há uma cabala de figuras do establishment entre os republicanos que acredita que Donald Trump não está apto para ser presidente dos Estados Unidos. Trata-se de uma crise", disse Bannon em Roma.

Questão de segurança nacional

Na semana passada, várias autoridades do governo americano negaram serem autores do editorial, cujo cargo estaria ameaçado se o seu nome fosse revelado, afirmou o NYT.

Entre as diversas autoridades e membros do gabinete que rejeitaram serem o autor do artigo estão o vice-presidente, Mike Pence, e o secretário de Estado, Mike Pompeo.

Também rejeitaram ter escrito o editorial o secretário americano de Defesa, James Mattis, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, o diretor de inteligência nacional, Dan Coats, e a embaixadora americana na ONU, Nikki Haley.

Em público, Trump se mostrou na última sexta-feira satisfeito com os "preciosos" comunicados nos quais seus principais assessores negavam ter redigido o artigo e descartou que o autor do texto fosse uma "pessoa de muito alto nível" no Executivo.

Por outro lado, o presidente americano falou de "traição", e pediu a seu Departamento de Justiça que desmascare o autor da coluna, acrescentando que se tratava de uma questão de segurança nacional.

CA/rtr/efe/dw

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