A cota do racionamento, a partir de dezembro, deve ser diferenciada para a região Nordeste, em virtude da difícil situação dos reservatórios e do aumento do consumo de energia registrados nos últimos meses.A diferença nas cotas foi admitida hoje pelo ministro Pedro Parente, coordenador da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE). "Poderemos ter procedimentos diferentes entre as regiões. É uma possibilidade grande", afirmou Parente.
O governo estuda uma nova política de racionamento, que deve vigorar entre dezembro deste ano e abril de 2002, durante o período de chuvas. Os novos percentuais devem ser anunciados a partir do dia 20 de novembro, segundo Parente.
O Nordeste é a região com pior desempenho no racionamento. Nos últimos quatro meses, a queda no gasto de energia foi de 18,9%. No Sudeste e Centro-Oeste, o percentual foi de 19,8%. "As coisas têm se comportado como previsto, mas agora temos que acumular água, o que não quer dizer que possamos nos despreocupar. O nível ainda é muito baixo", afirmou Parente, em relação à região Nordeste, cujos reservatórios estão apenas 1,48 ponto percentual acima da estimativa.
Parente disse ainda que a região Norte deve ser excluída do racionamento, a partir de dezembro, quando começa o período chuvoso e a usina de Tucuruí restabelece o nível de armazenamento.