A empresa Eletronuclear, responsável pelas usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2, divulgou nota de esclarecimento sobre falha apresentada pela usina de Angra 1 no último dia 28 de maio. No comunicado, a empresa informa que não houve maiores conseqüências para os trabalhadores da usina, para a população vizinha ou para o meio-ambiente. A Eletronuclear informou que o fato foi comunicado ao órgão regulador das usinas nucleares e à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) que, por sua vez, informou à Prefeitura e demais autoridades.
Confira os acontecimentos do dia 28 de maio, segundo a nota divulgada pela Eletronuclear.
- Ao encerrarem-se as atividades relativas à parada da Usina para recarregamento, Angra 1 estava em processo de aquecimento, após a recarga de combustível, com o reator ainda desligado.
- A operação das válvulas de alívio de pressão do sistema de remoção de calor residual provocou o desvio de 22 mil litros de água para um tanque de alívio e daí para o piso inferior do prédio do reator, eventos que ocorreram conforme previsto no projeto da Usina.
Os operadores, seguindo os procedimentos de praxe, restabeleceram o nível de água do sistema, identificaram e isolaram a causa da perda de água e, assim, foi normalizada a situação.
O evento foi enquadrado pelo CNEN no nível 1 da Escala Internacional de Eventos Nucleares, emitida pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), correspondente a uma situação em que os limites operacionais não são excedidos. Não houve, portanto, necessidade de ações do Plano de Emergência para proteção da população.
A escala da AIEA classifica os eventos em função de sua gravidade, variando de zero (ocorrência sem qualquer importância relativa à segurança) até o nível sete (acidente grave).
A Eletronuclear, em função da avaliação da ocorrência, realizou alterações em procedimentos de operação da Usina e intensificou programas específicos para treinamento do pessoal de operação.
O evento e as ações tomadas pela empresa foram avaliados de maneira independente pela CNEN, que os considerou satisfatórios e autorizou o reinício da operação de Angra 1, no dia 4 de junho de 2001.