O ministro-chefe da Casa Civil e coordenador da Câmara de Gestão da Crise de Energia, Pedro Parente, divulgou nota oficial desmentindo a matéria "O dólar pode corrigir a conta de luz", publicada ontem no jornal "O Globo". A nota do Palácio do Planalto informa que a manchete do jornal "não encontra respaldo nas declarações dadas pelo ministro-chefe da Casa Civil". A nota informa que os custos em dólar existentes no sistema elétrico brasileiro representam uma pequena parcela do custo total que já são reconhecidos anualmente nos reajustes das tarifas. O tema em questão, portanto, não é o reconhecimento destes custos e sim de seu financiamento durante o ano, esclarece Parente.
A respeito do pedido de reajuste extra para as distribuidoras por causa do aumento do dólar, o ministro esclarece que não está defendendo qualquer reajuste específico. Esta é uma questão que precisa ser discutida com objetividade e sem emocionalismos. Há coisas razoáveis e outras não, destacou o ministro, citando um trecho da entrevista concedida.
Sobre a possibilidade de haver reajuste até o final do ano por causa do dólar, o ministro considera que ainda é cedo para fazer uma previsão, pois "do jeito que o dólar subiu, ele pode descer", disse Parente.
E ainda sobre a possibilidade de as tarifas de energia elétrica subirem de três em três meses, da mesma forma que os combustíveis, o ministro Parente também se reportou a uma frase dita na entrevista, informando que a fórmula ainda está sendo discutida. "Você pode fazer anualmente, compensando adequadamente os custos das empresas. Não precisa fazer toda hora".