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MAE mantém preço da energia e fica sem negócio
Quinta, 05 de julho de 2001, 15h52
Sem recuar no preço do megawatt/hora, os vendedores no leilão de energia do MAE e da Bovespa não conseguiram fechar negócio pela sexta vez desde o último dia 25. Durante toda esta semana nenhuma transação foi efetuada, porque não houve comprador disposto a pagar o preço cobrado. Diferentemente do pregão de ontem, um comprador até cedeu no preço máximo que pagaria pelo insumo e registrou oferta de R$ 380 o MWh. Esta foi a sinalização de que há realmente interesse na compra, em virtude da escassez da energia. Nos últimos três dias, a oferta máxima não havia saído dos R$ 150. Do outro lado, os vendedores mostravam, ontem, que poderiam começar a baixar os preços, ao reduzir as ofertas de R$ 499 para R$ 380 na semana. Mas, quando alguém indicou concordância com o último valor, os vendedores voltaram atrás. Hoje, o preço mínimo para venda voltou a se aproximar do patamar anterior e ficou em R$ 449. Os vendedores registraram ofertas para 2.350 MWh (1.000 MWh a R$ 449; 800 MWh a R$ 450; 50 MWh a R$ 455; e 500 MWh a R$ 540). Já os compradores somaram apenas 950 MWh (800 MWh a R$ 380 e 150 MWh a R$ 150). Portanto, não houve preço médio (fixing) necessário para fechar negócio. Os leilões de energia são realizados eletronicamente e podem ser acompanhados pelo site www.asmae.com.br. Participam do mercado os grandes consumidores de energia, com demanda contratada acima de 2,5 MW e ligados em alta tensão. Os pregões tiveram início no dia 25 de junho, por determinação da Câmara de Gestão da Crise de Energia (CGCE), como mecanismo para atenuar dificuldades de algumas indústrias em cumprir as metas de consumo durante o racionamento. As ofertas de preço são registradas pela internet, entre 8 e 13 horas, mediante apresentação de senha que deve ser adquirida por meio da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa).
Fonte : Investnews - Gazeta Mercantil
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