A Ripasa planeja parar a produção do dia 26 de julho ao dia 5 de agosto nas unidades de Embu (SP) e de Limeira (SP), cuja capacidade produtiva conjunta é de 8,5 mil toneladas mensais de papel cartão. De acordo com o superintendente de Marketing e Vendas da divisão gráfica da Ripasa, José Soares, essas paradas serão realizadas para que a meta de economia estabelecida pelo governo para os meses de julho e agosto sejam atingidas. "Está sendo avaliada a possibilidade de se adotar férias coletivas", afirma Soares. A unidade de Embu parou no período entre 6 e 11 de junho e a de Limeira, de 26 de junho a 1º de julho, o que provocou uma redução de 950 toneladas na produção de junho das duas unidades, de acordo com o superintendente. A fábrica de Cubatão (SP), que fabrica 4,5 mil toneladas de papéis especiais ao mês, também parou por dois dias, com redução de 280 toneladas.
A diminuição total na produtividade foi de 1,23 mil toneladas, sendo que a expectativa inicial, em função do racionamento, era de queda de 1,2 mil toneladas mensais, o que representaria uma perda de 3% na produção, com paradas em três unidades do grupo durante cinco dias a cada mês.
"A economia além da meta em Americana (SP) poderia compensar o que faltou para cumpri-la em Cubatão. As distribuidoras - Elecktro e Bandeirante - são diferentes nas duas fábricas, por isso ainda está havendo negociações", explica Soares.
Os planos de investimento da fábrica de Americana não foram afetados pelo racionamento. O projeto, cujos investimentos somam US$ 250 milhões, é de aumentar a fabricação de celulose de 880 toneladas diárias para 1,2 mil toneladas ao dia na primeira fase e para 1,5 mil na segunda fase.
Segundo Soares, haverá também a reforma de duas máquinas de papel, que proporcionará a elevação da capacidade produtiva para 80 mil toneladas ao ano e promoverá a melhoria da qualidade do papel cuchê. O próximo projeto de investimento da Ripasa será a implantação de uma terceira máquina em Americana, de acordo com o executivo.