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BNDES ampliará prazo para financiar co-geração de energia
Terça, 26 de junho de 2001, 16h51
Apesar de dispor de recursos para financiar prioritariamente projetos de co-geração ou de auto-geração de energia elétrica em empresas visando ampliar a oferta do insumo - e reduzir os efeitos da crise -, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) só deverá incentivar essas iniciativas ampliando os prazos de financiamento das linhas tradicionais da instituição e reduzindo o tempo necessário para a aprovação de recursos vinculados a esses projetos. O superintendente do banco, Carlos Gastaldoni, esteve hoje reunido com empresários e representantes de indústrias eletrointensivas (que consomem grandes quantidades de eletricidade no processo produtivo) para tirar dúvidas do setor sobre as condições de incentivo previstas pela instituição em relação a projetos que visem ampliar a oferta de energia. Além dos processos citados acima, iniciativas voltadas à transmissão de energia e racionalização do uso de eletricidade também podem ser beneficiadas com financiamentos. Portanto, as condições normais do crédito a esse tipo de projeto mantêm-se praticamente iguais as anteriores. A grande diferença é que, em razão da crise, o BNDES dedicará prioridade aos programas que ampliem a oferta de eletricidade ou provoquem a redução do consumo do Sistema Interligado Nacional (SIN). Os juros cobrados pelo banco serão os tradicionais, com spread básico de 2,5% ao ano, além de correção pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) ou por uma cesta de moedas. Já os prazos podem ser prolongados dos tradicionais de seis a oito anos para de 10 a 12 anos. Os empresários e dirigentes aproveitaram o encontro realizado em São Paulo para apresentar reivindicações como a revisão de forma de cálculo de reajuste, carência, prazos e taxas para essas linhas.
Fonte : Investnews - Gazeta Mercantil
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