O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, convocou hoje à tarde a imprensa para se defender de uma suposta denúncia que seria publicada pela revista IstoÉ e reafirmar que continua no cargo. Abdo negou as acusações de que receberia indenizações pela inundação de propriedades rurais nas cidades de Alexânia e Santo Antônio do Descoberto, em Goiás. As fazendas seriam alagadas pelo lago da barragem de Corumbé IV, em 2003. Abdo alegou que uma das suas propriedades, a fazenda Barreira, em Alexânia, fica a 15 km de distância do futuro lago. Abdo também explicou que nem ele nem seu pai têm propriedade em Santo Antônio do Descoberto.
Ainda segundo ele, o seu pai tem uma propriedade de 800 hectares, arrendada no município de Santo Antônio do Descoberto, mas que, caso a fazenda fosse indenizada, o dinheiro seria para o proprietário do imóvel, Nelson Augusto de Oliveira. O contrato de arrendamento termina no próximo ano. "Não há porque renunciar, está tudo comprovado. Se isso (a denúncia) fosse confirmado, seria o primeiro a deixar esse lugar".
Abdo disse ainda que acredita que as denúncias tenham sido motivadas pela atuação da Aneel, que muitas vezes contraria interesses dos agentes regulados. Ele citou a intervenção que a agência fez no mês de abril no Mercado Atacadista de Energia (MAE), mas não quis apontar suspeitos. O diretor da Aneel não cogita processar a revista se a reportagem for publicada.