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Centro-Oeste e Sudeste reduzem consumo em 16% Nordeste em 18%

Terça, 12 de junho de 2001, 17h15

O ministro da Casa Civil Pedro Parente, coordenador da Câmara de Gestão da Crise Energética, mostrou no balanço dos dez primeiros dias de racionamento que a redução de consumo de energia nas regiões Sudeste e Centro-Oeste foi de 16% e na região Nordeste, de 18%. Apesar da redução não ter alcançado a meta do governo, o ministro ressalta que "estamos em uma trajetória descendente", pois desde o primeiro dia do racionamento o consumo está baixando gradativamente. "Nós seremos capazes de alcançar em breve a meta dos 20%", acredita Parente.

O ministro afirmou ainda que o balanço dos dez primeiros dias do racionamento é positivo, com consumo menor e aumento no nível dos reservatórios nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. O nível dos reservatórios estão em 29,27%, quando a expectativa era de 29,06%. Parente ressaltou que esse aumento nos reservatórios representa 4706 MW a mais de geração de energia.

O Nordeste apresentou um "desvio negativo" (consumo acima da previsão da Câmara de gestão da crise), segundo o ministro, apesar de apresentar uma redução do consumo maior que nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste houve um consumo de 4677 MW, quando se esperava consumir 4561 MW. Os reservatórios, no entanto, ficaram acima do esperado, com 26,57% da capacidade - a expectativa era de 26,4%.

A CGCE também confirmou um acréscimo de 1496 MW médios para as regiões Sudeste e Centro Oeste. Segundo Pedro Parente, o índice positivo foi conseguido graças ao intercâmbio de energia com outras regiões, as chuvas e a energia produzida em usinas termelétricas.

Apagão - Parentre se mostrou otimista quanto ao futuro do plano de racionamento. Ele disse que se os dados continuarem positivos no que diz respeito à economia no consumo de energia, o governo provavelmente não realizará apagões. "Eu arriscaria dizer que até o final do mês de junho não vejo a hipótese de apagões", observou o ministro. Ele disse que, caso os cortes no fornecimento sejam necessários, serão de dimensão muito inferior às inicialmente previstas, uma vez que já houve redução efetiva no consumo. "Achamos que não vamos precisar dos apagões", afirmou Parente.

Fonte : Redação Terra

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