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Tarifa de energia cresce três vezes mais que IPCA este ano
Terça, 12 de junho de 2001, 14h27
Antes mesmo da incidência de sobretaxas para quem exceder limites de consumo de eletricidade estabelecidos pelo governo, o custo da energia elétrica já pressiona a inflação. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as taxas do insumo cresceram entre janeiro e maio num ritmo três vezes mais acelerado que o IPCA. Este acumulou 2,42% no ano, enquanto a eletricidade ficou 6,68% mais cara. Em maio, a alta foi de 1,99%, bem acima dos 0,41% registrados pelo IPCA. A média elevada reflete os reajustes das tarifas em Fortaleza (14,86%), Salvador (11,36%), Porto Alegre (8,19%) e Belo Horizonte (4,59%). Com a crise energética e as medidas de racionamento, pagar a conta luz vai pesar ainda mais no bolso das famílias que não conseguirem atingir as metas de economia de eletricidade. O prejuízo de tantos brasileiros, contudo, pode não se refletir na inflação oficial. Isso porque o IBGE ainda não sabe se conseguirá obter as informações necessárias das distribuidoras para calcular o impacto da diferença das tarifas. "Podemos chegar ao final da análise, ver que temos uma informação que não é satisfatória e não garantirá a precisão do índice e decidirmos que é melhor ficar assim (sem a inclusão das sobretaxas) - afirmou a chefe do Departamento de estudos de preços do IBGE, Marcia Quintslr.”
Fonte : Investnews - Gazeta Mercantil
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