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Onyx diz que Bolsonaro vai abrir as portas do governo para partidos

Para chefe da Casa Civil, primeiro é necessário o diálogo para depois ter uma base constituída

3 abr 2019
12h10
atualizado às 14h25
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O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, admitiu nesta quarta-feira, 03, que o presidente Jair Bolsonaro não descarta convidar partidos políticos que integram o chamado Centrão para participar da base de apoio do seu governo. De acordo com o ministro, o primeiro passo para a aproximação se dará nesta quinta-feira, quando o presidente recebe dirigentes de sete partidos políticos, entre eles Geraldo Alckmin (PSDB), seu concorrente na disputa eleitoral de 2018.

"Para que tenhamos uma base constituída, a gente precisa dialogar, convidar e abrir as portas. É o que nós estamos fazendo", afirmou Onyx logo após participar de reunião da executiva nacional do DEM, seu partido. Embora tenha três ministros no governo - além da Casa Civil, Agricultura (Tereza Cristina) e Saúde (Luiz Mandetta) - o próprio DEM não integra a base de apoio do governo.

Além de Geraldo Alckmin, Bolsonaro recebe na quinta-feira também pela primeira vez os presidentes do MDB, Romero Jucá; do PP, Ciro Nogueira; do PRB, Marcos Pereira; do DEM, ACM Neto; do PROS, Eurípedes Júnior do PR, Antonio Carlos Rodrigues. "Vamos abrir as portas para que pela via institucional, transparente, a gente faça um diálogo a favor do País", disse Onyx.

Os encontros serão individuais no Palácio do Planalto. ACM Neto foi o único a ser convidado para um almoço com o presidente no Palácio do Alvorada, residência oficial do presidente da República. A relação do presidente com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com quem trocou farpas na última semana justificou a reunião diferenciada. Desde o bate-boca entre Bolsonaro e Maia os dois ainda não se encontraram pessoalmente. Interlocutores tentaram a aproximação, mas sem sucesso.

Sobre o encontro, ACM Neto disse que seu partido não vai cobrar nada do governo em troca de apoio. "Declaro de antemão que não vamos pedir nada ao presidente. Nem hoje e nenhum dia vou participar de discussão com o presidente sobre cargos", afirmou. Para complementar: "Não vamos participar de movimento coletivo para criar dificuldades para depois colher dificuldades".

Estadão
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