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Em debate, presidenciáveis afirmam que não pretendem participar de atos pelo impeachment

Ciro, Eduardo Leite e Mandetta preferem distância das manifestações; novos protestos estão marcados para sábado

1 jul 2021 22h31
| atualizado às 22h34
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Os três pré-candidatos à Presidência identificados com o centro político nacional que participaram ontem do debate "Primárias" promovido pelo Estadão em parceria com o Centro de Lideranças Políticas (CLP), os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Luiz Henrique Mandetta (DEM) e o governador Eduardo Leite (PSDB), disseram que não pretendem participar dos atos de rua convocados para amanhã por organizações e partidos de esquerda para pedir o impeachment do presidente Jair Bolsonaro. Entre os participantes do debate, apenas Ciro se disse favorável ao movimento pluripartidário que reuniu lideranças da esquerda, centro e direita em um "superpedido" protocolado nesta semana na Câmara dos Deputados.

Ciro disse ter um sentimento dúbio em relação aos atos. "De um lado, considero que o Brasil ainda não superou a pandemia. Mas, de outro, o Bolsonaro está destruindo a nação brasileira. Entre um valor e outro, estou dizendo às pessoas que pensem nisso e, se resolverem ir, que vão, mas com muito cuidado. Nesse momento estou decidido que não é correto eu ir, mas vou consultar as pessoas", disse Ciro.

"Tenho vários relatos de pessoas que foram às manifestações e saíram porque se sentiram constrangidas. Colocaram adesivos de Lula ou movimentos ligados a partidos políticos. Isso acaba nos afastando. Pelo nível de insatisfação da população, se não fosse a cooptação por movimentos, muito mais gente estaria nas ruas", afirmou Leite. Já Mandetta, que foi ministro da Saúde de Bolsonaro, mas rompeu com o presidente, foi contundente. "Tenho evitado aglomerações. Não sei se está na hora de aglomerar. Não sei quem vai, mas o vírus vai estar lá."

Estadão
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