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Witzel ameaça dar voz de prisão a Paes 'ao vivo' em debate

Candidato do PSC também disse, em ato na zona oeste do Rio, que defende 'direitos humanos para proteger humanos direitos'

9 out 2018
17h08
atualizado às 17h28
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O candidato do PSC ao governo do Rio, Wilson Witzel, acusou nesta terça-feira, 9, a campanha de Eduardo Paes (DEM) de produzir fake news contra ele e ameaçou o rival com voz de prisão durante os debates eleitorais, caso Paes 'fale mentiras ao vivo'. Witzel também endureceu o discurso sobre segurança pública e disse, em ato na zona oeste do Rio, que defende "direitos humanos para proteger humanos direitos". Witzel é juiz federal e pediu exoneração do cargo no começo do ano para disputar as eleições.

"Essas fake news que estão correndo você vai ser responsabilizado por todas. Que você mostre sua cara e vá no debate. Mas cuidado que o crime de injúria tá sujeito a prisão em flagrante, viu", ameaçou Witzel, em um vídeo publicado na internet na segunda-feira. "Conversa com seus advogados porque se você falar mentira ao vivo eu vou te dar voz de prisão."

Wilson Witzel, candidato do PSC ao governo do Rio de Janeiro
Wilson Witzel, candidato do PSC ao governo do Rio de Janeiro
Foto: DIvulgação/PSC / Estadão Conteúdo

Em agenda de campanha nos bairros de Santa Cruz, Campo Grande e Bangu, Wiztel atribuiu a ameaça à forma irresponsável com a qual se faz política. "O crime de injúria é de pequeno potencial ofensivo e está sujeito a voz de prisão. A política está sendo feita de forma irresponsável. Se for praticado crime de injúria durante programa de televisão, a gente vai parar na delegacia", afirmou.

"Cuidado com sua língua. Você é despreparado emocionalmente, já deu soco na cara de uma pessoa na rua. Eduardo, volta para Nova York e fica por lá", continuou.

Promessa de investimentos

O candidato do PSC também afirmou que está recebendo acenos de empresários estrangeiros dispostos a investir no Estado. "Há empresários de olho no Rio. O Estado está sendo olhando por fundos internacionais. Com um governador equilibrado, que tem respeitabilidade, que já declarou que não vai ser sócio de empresário, cúmplice de empreiteira, vai abrir a oportunidade para gente decente investir no Rio".

Witzel também comentou a crítica feita à sua passagem ao segundo turno por seu filho mais velho, Erick, de 24 anos. O rapaz postou no Instagram que o domingo das eleições foi um dia triste para a história do País e ao Estado. "Viva a democracia. Meu filho tem a opinião política dele, não sei exatamente o que foi que falou. Eu respeito tudo o que ele pensa, eduquei meus filhos para ter opinião própria. Posso não concordar. Ele sabe da minha posição do ponto de vista ideológico, que é de direita".

Em relação a doações para sua campanha, afirmou que não houve doadores externos. Foi uma resposta ao suposto apoio à sua candidatura pelo empresário Mário Peixoto. Ele é acusado de ligação com o esquema de corrupção do ex-governador Sergio Cabral (MDB) e de ter pago mesada a conselheiros do Tribunal de Contas de Contas do Estado. Witzel negou que tenha recebido este apoio.

Estadão Conteúdo

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