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'Voto é secreto e eu já disse em quem não votaria, isso basta', diz FHC

Fernando Henrique Cardoso evitou confirmar qual foi seu candidato a presidente

28 out 2018
14h02
atualizado às 15h47
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O ex-presidente <a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/fernando-henrique-cardoso"><strong>Fernando Henrique Cardoso</strong></a> (PSDB) não revelou qual foi seu candidato para presidente, após deixar o Colégio Sion, onde votou, em São Paulo, neste domingo, 28. "O voto é secreto, já dei minha opinião várias vezes e já disse em quem não votaria, isso basta", afirmou o tucano, que já havia dito que não votaria em <a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/jair-bolsonaro"><strong>Jair Bolsonaro</strong></a> (PSL), mas sem declarar apoio a <a href="https://tudo-sobre.estadao.com.br/fernando-haddad"><strong>Fernando Haddad</strong></a> (PT).

O ex-presidente disse que, agora, torce para o Brasil ir bem, independentemente do resultado. "Temos que respeitar a Constituição, resolver os problemas fundamentais do povo, que são emprego e renda, voltar a ter austeridade e acabar com a roubalheira, que foi muito grande", afirmou. "Ganhe quem ganhar, se abre um novo ciclo", disse.

Além disso, FHC minimizou preocupações com a democracia em caso de vitória de Bolsonaro. "Só há risco à democracia se nós desistirmos dela, e eu não vou desistir. Já passei por períodos autoritários e não acho que vivamos situação semelhante. A maioria tem de ser respeitada", disse.

O tucano também se esquivou de pergunta sobre em quem ele votou para governador de São Paulo, cujo segundo turno se dá entre João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB). Sem citar o nome de Doria, seu correligionário, o ex-presidente se limitou a lembrar que é presidente de honra do PSDB e a afirmar que "geralmente mantém as suas lealdades".

FHC chegou ao colégio para votar por volta das 12h30. Após cumprimentar alguns eleitores, esperou na fila por alguns minutos. Um eleitor que estava à frente dele chegou a oferecer duas vezes que o ex-presidente passasse na frente, mas o tucano recusou. Depois, em uma conversa entre eles sobre a obrigatoriedade do voto, ex-presidente lembrou que, para ele, o voto é facultativo, porque já passou dos 70 anos, mas que vota "de coração". O ex-presidente está com 87 anos.

Estadão
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