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Tatto perde R$ 1 milhão, e Matarazzo declara conta na Itália ; conheça os bens dos candidatos em SP

Três dos que já enviaram declaração de bens tiveram aumento de patrimônio

25 set 2020
18h36
atualizado às 22h27
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SÃO PAULO - Três candidatos à Prefeitura de São Paulo informaram à Justiça Eleitoral ter aumentado o patrimônio entre a última eleição que disputaram e a campanha deste ano.

O prefeito Bruno Covas (PSDB), que concorre à reeleição, é um dos que viu o patrimônio subir. Já o candidato do PT, Jilmar Tatto, foi o que teve maior redução financeira nos bens, que somavam R$ 1,5 milhão em 2018, na eleição ao Senado, também em valores corrigidos pela inflação, caíram para R$ 126 mil.

Em 2016, quando era candidato a vice-prefeito na chapa de João Doria, Covas declarou ter R$ 58 mil (R$ 65.956, se aplicar a inflação do período), divididos em poupança, conta corrente, participação em uma empresa e dinheiro em espécie. Passados quatro anos, os valores nas aplicações financeiras oscilaram e seu patrimônio foi acrescido de um veículo Audi Q3 2014, avaliado pelo candidato em R$ 83,5 mil.

Também tiveram incremento nas declarações de bens Orlando Silva (PCdoB) e Levy Fidelix (PRTB). Em 2018, quando conquistou uma cadeira na Câmara Municipal, Silva havia declarado R$ 479 mil (507.116,36, aplicando-se o IPCA): uma casa, poupança e aplicação. Nesta eleição, o deputado declarou também um prédio comercial e um fundo de previdência privada, que ajudam a explicar o patrimônio de R$ 738 mil.

Por outro lado, Tatto perdeu mais de R$ 1 milhão em patrimônio nos últimos dois anos. O candidato do PT informou ter apenas um centavo na única conta bancária em seu nome. Quando concorreu a senador, em 2018, ele declarou ter R$ 1,2 milhão aplicados em quotas de capital, e R$ 53,9 mil em sua conta bancária. A soma dos bens caiu, em dois anos, de R$ 1,5 milhão para R$ 126 mil.

Segundo a assessoria de imprensa do candidato, a diferença nas declarações ocorre porque ele e a esposa decidiram antecipar a partilha de bens após os filhos atingirem a maioridade. "A partir do ano passado eles passaram a declarar seus bens separadamente impactando no valor patrimonial de Jilmar", disse a campanha, por meio de nota.

O ex-governador Márcio França (PSB) foi um dos candidatos que informou ter diminuído seu patrimônio nos últimos dois ano. Quando concorreu à reeleição, ele declarou um total R$ 428 mil em seus bens. Agora, o valor é R$ 273 mil - considerada a inflação no período, a variação é de quase 40%.

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Estadão
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