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Solidariedade indica apoio a França em SP e Marta pode deixar partido

Ex-prefeita não compareceu a almoço com Paulinho da Força e presidente municipal da sigla; ela pode apoiar Bruno Covas

9 set 2020
17h10
atualizado às 21h37
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O Solidariedade negocia apoiar a candidatura do ex-governador Márcio França (PSB) para a Prefeitura de São Paulo. Líderes do partido vão se encontrar nesta quinta-feira com o candidato, segundo o presidente municipal, Pedro Nepomuceno de Sousa Filho. O ex-governador já anunciou alianças com PDT, que deve indicar o vice na chapa, e Avante.

Se o apoio a França for oficializado na convenção do Solidariedade, marcada para domingo, a ex-senadora Marta Suplicy pode deixar o partido. Prefeita de São Paulo entre 2001 e 2004, ela chegou a ser cotada como possível vice do prefeito Bruno Covas (PSDB), que tenta a reeleição. As negociações entre o tucano e o Solidariedade, no entanto, não avançaram.

O tucano também ainda não revelou quem vai ser o seu vice. É possível que o nome seja alguém do próprio partido ou de seu arco de alianças: PSC, Podemos, Cidadania, DEM e PL. A convenção do PSDB está marcada para sábado.

Fora do grupo que apoia Covas, o Solidariedade pretendia, então, lançar Marta como candidata, mas ela não aceitou. A ex-senadora não compareceu a um almoço com as lideranças do Solidariedade ontem. No lugar dela, o marido, Márcio Toledo, encontrou-se com o presidente nacional da sigla, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, e com Nepomuceno.

A aproximação de França com o voto bolsonarista desagrada à ex-ministra. Marta vem trabalhando desde o ano passado pela criação de uma frente de partidos que faria oposição ao presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. No último dia 26, numa transmissão ao vivo com a participação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ela defendeu que a aliança deveria valer já para as eleições municipais de novembro.

Na ocasião, a postura de França, que acompanhou Bolsonaro na vistoria de uma ponte em São Vicente em 7 de agosto, foi criticada pela dupla.

O PSL tambem manteve tratativas com França e esteve próximo de aderir à campanha do pessebista na capital. As conversas ocorreram entre a cúpula nacional do partido e o ex governador e não envolveram a précandidata Joice Hasselmamnn. No momento em que o PSL ensaiou uma reaproximação com Bolsonaro, integrantes da direção da sigla tentaram barrar a candidatura da deputada.

Foi isso que motivou o presidente do diretorio do PSL SP, deputado Junior Bozella, a manter em segredo a data da convenção, que só foi divulgada na véspera e ocorreu em 31 de agosto.

O Solidariedade ainda não sabe qual será a posição que Marta vai assumir na eleição municipal. Ela pode manter-se neutra na campanha ou apoiar Covas, contrariando o que for decidido pela direção da legenda.

Quando Marta se filiou ao Solidariedade, em abril, havia a expectativa de que ela pudesse tornar-se vice em uma eventual chapa petista encabeçada pelo ex-prefeito Fernando Haddad, criando uma frente de esquerda. O petista, no entanto, se recusou a disputar e o pré-candidato Jilmar Tatto, de quem Marta não queria ser vice, venceu as prévias do PT. O nome do vice de Tatto ainda não foi confirmado. Ele busca uma mulher ligada a movimentos sociais que seja filiada ao partido.

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Estadão
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