2 eventos ao vivo

PM que matou bandido na frente de escola disputará eleição

Kátia Sastre ficou conhecida após reagir a um assalto e matar o criminoso em frente a uma escola em Suzano (SP)

29 mai 2018
17h20
  • separator
  • 0
  • comentários

BRASÍLIA - A cabo da Polícia Militar Kátia Sastre vai se filiar ao PR para ser candidata à deputada federal nas eleições deste ano. Ela ficou nacionalmente conhecida após reagir a um assalto e matar um bandido em 13 de maio em frente à escola onde estudam suas filhas em Suzano, na Região Metropolitana de São Paulo.

Cabo da PM Kátia Sastre (à esquerda) foi homenageada pelo governador de São Paulo
Cabo da PM Kátia Sastre (à esquerda) foi homenageada pelo governador de São Paulo
Foto: Governo de São Paulo/Divulgação / Estadão

"Ela vai se filiar, mas como é militar da ativa só poderá se filiar na convenção", afirmou ao Estadão/Broadcast o deputado federal Capitão Augusto (PR-SP). O parlamentar paulista prometeu trazer a militar ainda na terça-feira, 29, para uma visita ao prédio da Câmara dos Deputados.

Kátia está em Brasília e se encontrou na hora do almoço com lideranças do PR, entre eles, o ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP), que comanda a legenda, e os deputados Tiririca (PR-SP) e Soraya Santos (PR-RJ). "Acho que o Brasil precisa de gente como ela", disse Soraya, que é coordenadora da bancada feminina na Casa.

No PR, a avaliação é de que a PM pode receber até 500 mil votos, o que ajudará a puxar outros parlamentares, ajudando o partido a obter uma grande bancada na Câmara. Ela se juntaria a Tiririca, que, apesar de dizer que não deve disputar, é tratado como candidato à reeleição este ano.

Regras

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as regras para filiação de militares são diferentes. Militares da ativa com mais de 10 anos de serviço e que não tenham cargo no alto comando da corporação só podem se filiar oficialmente após serem "escolhidos" em convenção partidária.

Segundo a Justiça Eleitoral, somente a partir da convenção é que o militar é considerado filiado ao partido. A partir daí, deve comunicar à autoridade a qual é subordinado para passar à condição de agregado. Se for eleito, é transferido para a inatividade.

Se contar com menos de 10 anos de serviço, após escolhido em convenção, também será transferido para a inatividade. Em ambas as situações o militar não precisa, assim, respeitar a regra geral de um ano de filiado a uma legenda antes do pleito.

 

Veja também:

Vale a pena trocar um Galaxy S6 por um Moto G5S?
Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade