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Pesquisa Ibope: Bolsonaro chega a 32% e Haddad vai a 23%

Candidatos do PSL e do PT oscilam dentro da margem de erro e cenário aponta segundo turno entre os dois presidenciáveis

3 out 2018
19h32
atualizado às 19h40
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A apenas quatro dias da eleição, o candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, aparece com 32% das intenções de voto na mais recente pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, seguido por Fernando Haddad (PT, 23%), Ciro Gomes (PDT, 10%) e Geraldo Alckmin (PSDB, 7%). Marina Silva (Rede) se manteve com 4%.

Em relação à pesquisa anterior, divulgada na segunda-feira, os principais candidatos apenas oscilaram dentro da margem de erro: Bolsonaro e Haddad ganharam um e dois pontos, respectivamente, enquanto Ciro e Alckmin perderam um ponto cada um.

Em votos válidos, ou seja, sem considerar os brancos e nulos, o placar entre os dois primeiros colocados é de 38% a 28%.

Montagem com fotos dos candidatos à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, e do PT, Fernando Haddad
REUTERS/Adriano Machado/Fotos de arquivo
Montagem com fotos dos candidatos à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, e do PT, Fernando Haddad REUTERS/Adriano Machado/Fotos de arquivo
Foto: Reuters

Como a eleição só é decidida no primeiro turno quando um candidato obtém 50% mais um dos votos válidos, os números indicam que haverá segundo turno e que ele será disputado pelos candidatos do PSL e do PT. Nesse caso, o Ibope indica um empate técnico: Haddad com 43% e Bolsonaro com 41%.

Os dois primeiros colocados na disputa também ocupam as mesmas colocações no quesito rejeição: 42% dos eleitores não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro, e 37% em seu principal adversário.

Bolsonaro e Haddad têm taxa de rejeição de 42%, aponta Ibope

Os dois primeiros colocados na disputa também ocupam as mesmas colocações no quesito rejeição: 42% dos eleitores não votariam de jeito nenhum em Jair Bolsonaro (PSL), e 37% em Fernando Haddad (PT). A rejeição ao candidato petista cresceu à medida que passou a ser conhecido do eleitorado durante a campanha. Na primeira pesquisa do instituto em que apareceu como candidato, no dia 18 de setembro, ele era rejeitado por 29%. Em relação ao levantamento anterior, da última segunda-feira, ele oscilou um ponto para baixo.

Bolsonaro, por sua vez, tem conseguido diminuir sua rejeição, que chegou a ser de 46% no dia 24 de setembro e agora está em 42%. Nas duas pesquisas anteriores à de hoje, ele aparecia com 44%. O índice de rejeição é essencial para a viabilidade de um candidato no segundo turno — que, nas eleições deste ano, caminha para ser disputado entre Haddad e Bolsonaro, como mostrou pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 3.

Haddad só foi oficializado como nome do PT no dia 11 de setembro, após o indeferimento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado no âmbito da Operação Lava Jato e preso em Curitiba desde abril. Nos últimos dias, Haddad tem sido alvo de ataques por parte dos adversários, que tentam surfar a onda do antipetismo — atualmente, 36% dos entrevistados pelo Ibope dizem que não votariam de jeito nenhum no partido.

Os índices de rejeição de Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) oscilaram dentro da margem de erro. O candidato pedetista foi de 18% a 16%; o mesmo movimento foi registrado pelo presidenciável tucano, que foi de 19% a 17%. O índice de Marina também é dois pontos menor e está em 23% — a menor taxa de rejeição registrada por ela desde o dia 5 de setembro.

Em seguida, aparecem Henrique Meirelles (MDB), com 10%; Cabo Daciolo (Patriotas), com 9%; Alvaro Dias (Podemos), Guilherme Boulos (PSOL), Eymael (DC) e Vera Lucia (PSTU), com 8%; João Amoêdo (Novo), 7%; e João Goulart Filho (PPL), 6%. Entre os entrevistados, 7% disseram que poderiam votar em qualquer candidato e 6% não souberam ou preferiram não responder.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores, em 209 municípios, entre os dias 1º e 2 de outubro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. Isso significa que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro. O registro na Justiça Eleitoral foi feito sob o protocolo BR-08245/2018. Os contratantes foram o Estado e a TV Globo.

Estadão

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