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Patrus Ananias (PT) ganha força para segunda vaga ao Senado na chapa de Pimentel

Nome do deputado federal petista teria sido indicado pelo candidato à reeleição

10 ago 2018
15h02
atualizado às 15h18
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BELO HORIZONTE - Enquanto a segunda vaga para senador na chapa do governador de Minas, Fernando Pimentel (PT), que tenta a reeleição, não é preenchida, o nome do deputado federal Patrus Ananias (PT) tem ganhado força entre lideranças petistas dentro e fora do Estado. A outra vaga para o Senado da coligação já é ocupada pela presidente cassada Dilma Rousseff (PT). O prazo final para o registro das candidaturas é 15 de agosto.

De acordo fontes ouvidas pela reportagem, o nome do deputado foi indicado por Dilma e Pimentel - o que unificaria as intenções das lideranças petistas em Minas, já que, no último domingo, 5, a ex-presidente e o governador teriam divergido quanto a possível entrada do MDB na coligação, hipótese bastante rejeitada por Dilma. Além disso, Patrus teria recebido a benção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato.

"O Patrus é o sonho de consumo de todos nós. É um excelente nome. Acreditamos que a Dilma teria muita facilidade para transferir o segundo voto (ao Senado) para o Patrus", disse ao Estado Alessandro Marques, presidente do diretório do DC em Minas, um dos partidos que compõem a coligação petista no Estado. PR e PCdoB também declaram apoio à reeleição de Pimentel.

Na ata da convenção petista, entregue ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), a presidente estadual do partido, Cida de Jesus (PT), ocupa a segunda vaga ao Senado. No entanto, apesar de a dirigente não estar descartada, outros nomes teriam mais força. Na ata, Patrus Ananias foi registrado como candidato à reeleição na Câmara.

"O Patrus é um nome sempre lembrado. Ele tem estatura e condições de ser candidato ao Senado. Está sendo cogitado, como existem outros nomes", disse o deputado federal Odair Cunha (PT), um dos coordenadores da campanha de Pimentel, em um jantar para arrecadação de recursos, promovido pelo PT na noite desta quinta-feira, 10, que contou com a presença das lideranças do partido e do governador.

PSB

Por outro lado, os petistas ainda esperam pela definição do PSB em Minas para definir como ficaria a configuração final da chapa majoritária petista. Após o acordo nacional entre PT e PSB, pessebistas mineiros são esperados na coligação de Pimentel - mesmo diante da atitude do ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) de manter sua candidatura ao governo de Minas. Lacerda também já recusou ocupar um das vagas ao Senado na chapa petista.

"Todos do campo democrático popular são bem-vindos, e creio que o Marcio é um político do nosso campo", afirmou o governador Fernando Pimentel no jantar de quinta. Por conta dessa indefinição, outro nome do PSB poderia ficar com a segunda vaga para senador - o ex-prefeito de Juiz de Fora Tarcísio Delgado (PSB) é um dos nomes cotados.

Esperanças

Pimentel também afirmou que mantém as conversas para contar com o apoio do MDB, mesmo após Dilma ter barrado a entrada do partido na coligação petista, por conta da atuação dos emebistas no processo de impeachment que a retirou da Presidência.

"Claro que temos interesse em trazer todos os partidos que compuseram nossa base de governo. Sempre temos conversas com eles do MDB, e acho que temos possibilidade, mas vamos aguardar, porque a questão está na Justiça Eleitoral", afirmou o governador. O MDB declarou apoio à candidatura de Marcio Lacerda e lançou o presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes (MDB), como vice.

Estadão Conteúdo

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