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Paes defende reeleição de Maia e quer pai dele na prefeitura

Além disso, os deputados Pedro Paulo (DEM) e Marcelo Calero (Cidadania) já estão definidos como secretários

30 nov 2020 18h00
| atualizado às 23h35
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RIO - O prefeito eleito do Rio, Eduardo Paes (DEM), defende que o correligionário Rodrigo Maia seja reeleito para a Presidência da Câmara dos Deputados. Em conversa com jornalistas na tarde desta segunda-feira, 30, o aliado disse que Maia tem agido como "uma espécie de senhor estabilidade do Brasil nos últimos anos" e que seria "excepcional" sua recondução.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar nos próximos dias a legalidade de um novo mandato de Maia. No comitê de campanha de Paes, o deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ), que será secretário de Fazenda e Planejamento na nova gestão, também defendeu a reeleição do aliado e colega de Câmara.

"Eu sempre fui um defensor. Ele tem marcado sua história na Câmara como um presidente reformista. Nenhum presidente foi tão reformista quanto o Rodrigo. Ele é absolutamente necessário neste momento que o país vive", afirmou.

Ainda sobre a família Maia, Paes deve fazer um convite para o ex-prefeito e agora vereador Cesar Maia, pai de Rodrigo, integrar a nova gestão. Ainda não foi definida a pasta, mas seria preparado um cargo especial para seu padrinho político. O prefeito eleito e a família Maia vão conversar sobre isso nesta terça-feira.

Além de Pedro Paulo, quem já está definido no novo governo é o deputado federal e ex-ministro da Cultura Marcelo Calero (Cidadania-RJ), que coordenou a campanha de Paes. Também com status de "supersecretário", ele acumulará as funções de Integridade Pública e Governança, que devem incluir as atribuições da atual Casa Civil. Calero chegou a se apresentar como pré-candidato à prefeitura neste ano.

Paes já fez contatos com o presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio, filho dele. Um encontro está sendo articulado para esta semana em Brasília. Pesa a favor da boa relação, dizem ele e aliados, o fato de a família presencial ter o Rio como berço.

No comitê, o prefeito eleito apresentou ainda seu ex e futuro secretário de Saúde, Daniel Soreanz. Eles anunciaram juntos dez metas para a pandemia, que incluem testar 450 mil cariocas e abrir leitos desativados.

Estadão
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