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Mulheres se unem nas redes contra Bolsonaro

Grupo criado na internet reúne, em poucos dias, 1,5% das eleitoras aptas a votar e organiza atos em São Paulo e no Rio

13 set 2018
05h11
atualizado às 12h27
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Criado no dia 30 de agosto no Facebook, o grupo "Mulheres Unidas contra Bolsonaro", dedicado a se opor ao candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, "quebrou" a internet. O agrupamento, formado apenas por eleitoras, começou a chamar a atenção na segunda-feira passada, ao agregar mais de 300 mil mulheres em um único dia. Dois dias depois, atingiu 1,2 milhão - o equivalente a 1,5% do eleitorado feminino apto a votar este ano.

As adesões acumuladas em alta velocidade mostram a rejeição que o presidenciável enfrenta entre eleitoras - a maioria das votantes no Brasil. Bolsonaro lidera as pesquisas com 26% das intenções de voto, mas entre o eleitorado feminino sua rejeição é de 50%, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira, 11.

O grupo "Mulheres Unidas contra Bolsonaro", dedicado a se opor ao candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, começou a chamar a atenção na segunda-feira passada, ao agregar mais de 300 mil mulheres em um único dia
O grupo "Mulheres Unidas contra Bolsonaro", dedicado a se opor ao candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018, Jair Bolsonaro, começou a chamar a atenção na segunda-feira passada, ao agregar mais de 300 mil mulheres em um único dia
Foto: Reuters

As criadoras do grupo afirmam que o objetivo não é apoiar nenhum partido e que todas as posições políticas são bem-vindas, desde que não votem no candidato do PSL, a quem chamam de "inominável" ou "coiso". O grupo aproveita a grande mobilização online para marcar atos públicos contra o candidato na sexta-feira, 14, na Avenida Paulista, em São Paulo, e no dia 29, na Cinelândia, no centro do Rio, entre outros eventos.

"Numa conversa informal, resolvemos criar o grupo para demonstrar a nossa insatisfação em relação à candidatura do inominável por conta de seu discurso misógino, de ódio às minorias", disse a publicitária Ludmila Teixeira, criadora do grupo. A campanha de Bolsonaro nega o discurso machista e reclama da exploração de imagens do deputado empurrando e insultando a colega deputada Maria do Rosário (PT-RS) e ofendendo uma repórter.

"As mulheres são o grande calcanhar de aquiles de Bolsonaro", afirmou o diretor de Análises de Políticas Públicas da FGV, Marco Aurélio Ruediger. "É uma reação importante acontecendo diante das posturas desse candidato", disse a professora de Direito da FGV/SP Luciana Ramos, especialista em participação feminina na política.

Também foram criados grupos de mulheres de apoio a Bolsonaro, mas eles não chegam a ter a 100 mil integrantes. Uma manifestação chamada "Mulheres com Bolsonaro" foi marcada para o dia 29, na Candelária, no centro do Rio, para "contrapor ao evento criado pelo movimento feminista", afirma um texto que circula nas redes.

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Estadão Conteúdo

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