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'Moro não é juiz, é político e tem que assumir', diz Ciro

Candidato derrotado do PDT à Presidência afirma que magistrado tem de aceitar convite do presidente eleito Bolsonaro para assumir ministério

31 out 2018
20h08
atualizado às 20h39
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O candidato derrotado do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, ironizou o convite recebido pelo juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, para assumir o Ministério da Justiça. "Sérgio Moro não é um juiz, é um político. Ele tem de assumir logo essa posição e dar a sua contribuição para o Brasil", afirmou Ciro, em entrevista à Rádio CBN nesta quarta-feira, 31.

De acordo com a coluna Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy, Moro vai aceitar o Ministério da Justiça ampliado. Ele vai tratar do convite em reunião com o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na manhã desta quinta-feira, 1º.

Ciro afirmou que o juiz Sérgio Moro precisa assumir que é político
Ciro afirmou que o juiz Sérgio Moro precisa assumir que é político
Foto: Mateus Bonomi / Agif / Estadão

Ex-ministro da Fazenda, Ciro também afirmou que "não tem como dar certo" a proposta de Bolsonaro de unir da pasta com os Ministérios do Planejamento e da Indústria e Comércio. "Falando na condição de uma pessoa muito experiente, não como candidato, isso não pode dar certo. São pastas com contradições, são orgânicas", afirmou. "O pleito da Indústria e do Comércio é baixar imposto, aumentar competitividade. A Fazenda, diante desta crise fiscal, quer cobrar imposto e ponto."

Na entrevista, o pedetista discorreu também sobre o papel que vai exercer na oposição a Bolsonaro. De acordo com ele, as diretrizes que ele vai seguir são as do respeito às regras da democracia e a defesa dos interesses nacionais.

Ciro Gomes também voltou a atacar o PT. Para ele, a estratégia de manter a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo com ele preso desde abril em Curitiba, foi a responsável pela eleição de Bolsonaro. "O PT passou de qualquer limite, não pense que é prazeroso dizer isso, para mim, não".

Ciro voltou a usar o tom da campanha e disse ter avisado aos petistas sobre o perigo da eleição do capitão da reserva. "Eles (os petistas) entregaram o Brasil ao Bolsonaro. Eu sempre soube que aquilo que o Lula estava encaminhando (a candidatura) era uma fraude", afirmou.

O pedetista disse também que nunca mais quer fazer campanha com o PT e afirmou que o País precisa de novos caminhos políticos. "O Brasil precisa desesperadamente construir um caminho diferente desta polarização que estamos vivendo", afirmou.

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Estadão
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