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Haddad diz ter almoçado com integrantes do PSDB e fala que receberá apoios individuais

O presidenciável do PT também se reunirá com membros da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil

10 out 2018
18h59
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Candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad relatou ter almoçado, nesta quarta-feira, 10, com alguns integrantes do PSDB que fizeram uma carta de apoio contra a "escalada de violência no País".

Em função de casos de violência envolvendo apoiadores de Jair Bolsonaro no País, Haddad tem tentado colar no adversário a imagem de alguém que incentiva a intolerância e a tortura. O próprio candidato já foi alvo de xingamentos na campanha. Nesta quarta-feira, ao deixar um hotel na capital paulista para o almoço, foi chamado de "desgraçado" por um homem que estava na rua. O candidato olhou, não disse nada e entrou no carro.

No dia da votação de primeiro turno, no último domingo, 7, algumas pessoas que passavam em frente à residência do candidato petista, no Planalto Paulista, xingavam o presidenciável e soltavam gritos de apoio a Bolsonaro.

Para se contrapor ao discurso do candidato do PSL, Haddad tem procurado afirmar que tem propostas diferentes. "Não é uma arma em uma mão e uma arma na outra, é carteira de trabalho numa mão e um livro na outra", declarou, em discurso para sindicalistas em São Paulo.

Em coletiva de imprensa, o presidenciável não quis revelar com quais tucanos está conversando, mas disse esperar oficializar as alianças individuais nos próximos dias após ter almoço com essas lideranças em sua residência.

Haddad não abriu se e quando conversará com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Membros da campanha petista citam que o candidato quer oficializar eventual apoio após fechar com Ciro Gomes (PDT).

"Parte significativa do PSDB está muito preocupada com o que está acontecendo no País", disse Haddad.

O presidenciável do PT também se reunirá amanhã com membros da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília.

Na coletiva, o candidato petista disse que está fazendo movimentos para denunciar casos de violência e fazer um apelo pelo respeito. "Nós temos que fazer um ato de fé pela democracia e pela paz no País", declarou.

Estadão

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