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Geraldo Alckmin afirma que TV e rádio serão foco da campanha tucana nas eleições 2018

O candidato à Presidência pelo PSDB comemorou ainda a formação de sua chapa, que reúne o maior tempo de propaganda

8 ago 2018
19h21
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O candidato à Presidência pelo PSDB nas eleições 2018, Geraldo Alckmin, reconheceu em evento com empresários na tarde desta quarta-feira, 8, que o horário eleitoral no rádio e na televisão será um dos principais focos da campanha tucana.

"A TV e o rádio têm possibilidade enorme de levar nossa mensagem à população", afirmou, em evento do banco BTG Pactual em São Paulo com 550 clientes.

O ex-governador paulista comemorou ainda a formação da chapa, que reúne o maior tempo de rádio e televisão, e se esquivou das críticas aos partidos com o qual coligou. "Uma grande aliança como nós fizemos é fundamental para chegar lá na ponta, em janeiro e fevereiro, com apoio no Congresso ao nosso projeto de reformas", afirmou, em referência ao acerto com o chamado Centrão.

Alckmin se disse animado ainda com as montagens de palanques regionais. Ao dizer que estava voltando de viagem a Minas Gerais, o ex-governador paulista afirmou acreditar que o senador tucano Antonio Anastasia pode vencer a eleição no primeiro turno. Ele ressaltou ainda alianças no Rio Grande do Sul e em Estados do Norte.

Juntamente com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), Alckmin costurou um acordo por palanque único em Minas. Os dois convenceram o deputado federal Rodrigo Pacheco (DEM-MG) a desistir da corrida ao Palácio da Liberdade e sair candidato ao Senado na chapa de Anastasia.

À plateia, Alckmin ressaltou ainda o projeto pessoal de reformas dele, que se constitui em quatro eixos: tributação, Previdência, Estado e política.

Alckmin volta a atacar PT e critica Bolsonaro veladamente

Durante o evento, Geraldo Alckmin voltou a criticar as gestões do PT. Ele atacou veladamente também o deputado Jair Bolsonaro (PSL). "Eu tenho falado que o número é 13. Treze milhões de desempregados", afirmou, sem citar diretamente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato.

Bolsonaro também foi lembrado, ainda que sutilmente. Ao fazer o sinal de arma com as mãos, usado pelo ex-capitão, ele disse que a solução para os problemas do País não será feita com um "sujeito que vai dar um tiro de prata". O tucano disse também acreditar que nenhuma solução extremista vai chegar ao poder.

Alckmin brincou ainda com o apelido de "picolé de chuchu", que é a forma como os adversários costumam chamá-lo. "As pessoas falam muito que eu não faço pirueta no palco, mas creio que quem tem de fazer show é o povo", afirmou. O tucano se remeteu ainda à gafe que cometeu em evento na terça-feira, 7. Em encontro com entusiastas de novas tecnologias mediado por Luciano Huck, o tucano confundiu o nome da mulher do apresentador da TV Globo.

"O pior é que eu fiquei um minuto pensando se era Eliana ou Eliane. Só depois que me lembrei que era Angélica", afirmou, arrancando risos da plateia. Alckmin saiu do evento sem falar com a imprensa.

Estadão

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