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Fundação que desenvolveu aplicativo usado nas prévias do PSDB diz apurar causas da instabilidade

Plataforma desenvolvida pela Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS) para a votação tucana registrou instabilidade ao longo de todo o domingo, obrigando o partido a suspender a eleição interna

21 nov 2021 20h30
| atualizado às 21h13
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A Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS), desenvolvedora do aplicativo usado nas prévias partidárias do PSDB deste domingo, 21, diz que investiga as causas da instabilidade no sistema registrada ao longo do dia e que os votos registrados foram computados no sistema. Com o programa fora do ar, a direção da legenda decidiu suspender a votação de hoje, que definiria o pré-candidato da legenda às eleições presidenciais de 2022.

"Desde que os primeiros relatos foram informados, os esforços dos técnicos da instituição estão em descobrir a causa da lentidão do sistema. Assim que houver total comprovação, o detalhamento desse ocorrido será levado a público", afirma a fundação em nota divulgada nesta noite.

O texto nega que o problema enfrentado neste domingo tenha relação com a compra de licenças para suportar o reconhecimento facial dos filiados, uma das etapas necessárias para registro do voto. "Tanto é que o mesmo permitiu o cadastramento bem-sucedido dos mais de 44 mil eleitores (aptos a votar)", argumenta a fundação.

A nota também afirma que a segurança do sistema não foi afetada e que o processo de reparação está sendo acompanhado por técnicos que representam as três chapas candidatas.

Desenvolvimento

O aplicativo usado nas prévias tucanas foi desenvolvido pela FAURGS ao custo de R$ 1,3 milhão. Ao compartilhar os termos de uso da votação remota, em julho, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, classificou o sistema como "inovador e seguro".

"Esse aplicativo não vai fazer só bem ao PSDB. Vamos doar formalmente a todos os partidos", voltou a defender Araújo, em novembro. A ideia era permitir que os filiados de outros estados pudessem registrar os seus votos a distância.

Os filiados tiveram um mês, entre 14 de outubro e 15 de novembro, para se inscreverem no aplicativo. O cadastro pedia informações pessoais, como nome, documento de identidade e título de eleitor, e exigia fazer uma validação facial. Só estavam aptos a votar membros cujas filiações fossem anteriores a 31 de maio.

O aplicativo chegou a ser criticado por aliados dos candidatos. Desde o lançamento do programa, membros registraram reclamações para baixar a plataforma. Filiados chegaram a dizer que ele não funcionava em aparelhos mais antigos, sem memória ou mesmo por não terem pacotes de dados suficientes.

O PSDB, na última semana, reafirmou que o aplicativo é seguro. De acordo com a executiva nacional, houve um processo de aperfeiçoamento realizado nos últimos dias, quando foram identificados 43 ataques a perfis tucanos cadastrados no período.

Estadão
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