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Empresários e investidores entregam manifesto a favor de candidatura de Boulos

No texto, candidato é tratado como 'empreendedor social'; Paula Lavigne tem ajudado a costurar ponte entre líder do MTST e CEOs

26 nov 2020
16h24
atualizado em 28/11/2020 às 02h49
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O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos, recebeu nesta quinta-feira, 26, o manifesto de apoio de empresários e agentes do mercado financeiro com os quais tem se reunido com frequência desde o início da campanha eleitoral. No texto assinado como #votoboulosmepergunteporque, o candidato é tratado como empreendedor social e em conversas reservadas o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) é comparado a uma startup de sucesso.

Integrantes deste grupo trabalham junto com a coordenação do plano de governo de Boulos com o objetivo de tornar as propostas mais condizentes com as expectativas do mercado financeiro. Uma das sugestões é incluir pontos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e estipular métricas para as políticas ambientais propostas pelo candidato. Além disso, eles estão ajudando a fazer as contas sobre o custo das promessas e as possíveis fontes de recursos.

O manifesto é assinado pelo ex-banqueiro Eduardo Moreira, pelo empresário do agronegócio Luis Rheingatntz, o empreendedor social Marcel Fukayama, as empresárias Nina Silva e Eliana Lopes, entre outras pessoas.

O objetivo das reuniões que Boulos vem tendo com empresários, segundo integrantes do grupo, é tentar desfazer preconceitos dos agentes do mercado em relação a Boulos e aproximar o candidato dos escritórios da Avenida Faria Lima, centro econômico da cidade.

O último encontro, realizado terça-feira, 24, reuniu cerca de 50 pessoas. Entre os participantes das conversas estiveram CEOs e CFOs de grandes bancos europeus, diretores e executivos de instituições brasileiras. Quem intermediou os contatos foi a produtora cultural Paula Lavigne, uma das maiores doadoras individuais da campanha do PSOL, com R$ 100 mil. Em uma das primeiras reuniões, Boulos disse em tom de brincadeira que não podia falar dos encontros para o MTST.

O manifesto entregue nesta quinta-feira trata Boulos como empreendedor social. "Boulos é um bem sucedido empreendedor social e político. Fundou e lidera um movimento social que, em duas décadas, apesar da restrição orçamentária, garantiu moradia para mais de vinte mil pessoas e atua em 14 Estados", diz o manifesto.

Já seu adversário, Bruno Covas (PSDB), é citado como um herdeiro político "sem brilho". "Covas, o herdeiro do capital político do avô, não teve que empreender como Boulos para ser tornar prefeito. A Prefeitura caiu em seu colo. E, apesar de ser educado e democrata, não tem o conhecimento e a liderança de Boulos e não conseguiu fazer uma gestão que deixasse um legado para a cidade. Foi um gestor sem brilho, ordinário".

Outro argumento usado pelo grupo é que a crise econômica da pós-pandemia pode levar ao aumento de violência e Boulos, por sua vivência na periferia, teria condições de dialogar com estes setores da sociedade.

"A crise econômica gerada pela pandemia poderá acarretar uma crise social de repercussões imprevisíveis. Sabemos que os custos financeiros, sociais e políticos da ausência do poder público nas regiões mais pobres pode aumentar a violência urbana. Eleger um prefeito que conheça profundamente os problemas da periferia será chave para evitar o aprofundamento da desigualdade social", diz o texto.

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Estadão
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