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Em Sorocaba, vereador desafia prefeita

Segundo turno no terceiro maior colegial do interior opõe Rodrigo Manga (Republicanos) e Jaqueline Coutinho (PSL), que disputa a reeleição do cargo que ocupa há pouco mais de um ano

28 nov 2020
23h27
atualizado em 29/11/2020 às 05h08
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SOROCABA - Terceiro maior colégio eleitoral do interior, com 458.334 eleitores, Sorocaba decide hoje se reelege a prefeita Jaqueline Coutinho (PSL), de 54 anos, ou escolhe o vereador em segundo mandato Rodrigo Manga (Republicanos), de 40 anos, para comandar a prefeitura da cidade do interior paulista.

Fã declarado de Jair Bolsonaro, recebeu 116.020 votos, ou 39,42% dos válidos, na eleição do primeiro turno, enquanto Jaqueline obteve 48.955 votos, ou 16,63%. A diferença entre os dois foi de 68 mil votos.

Durante a campanha, os candidatos não deixaram de fazer campanha de rua, apesar da pandemia. Antes do primeiro turno, Manga contraiu a covid-19 e disse que se curou tomando cloroquina-- o efeito do medicamento contra a doença não é comprovado. Durante a campanha, ele criticou as medidas tomadas pela prefeitura de combate à pandemia.

Neste sábado, 28, Jaqueline participou de carreata e de caminhada por diversas ruas do Parque das Laranjeiras e conversou com moradores e comerciantes. Manga, cujo nome de registro é Rodrigo Manhato, também participou de carreata e caminhada. Seu destino foram os bairros Vila Barão, Vila Nova Esperança, Jardim Baronesa e Jardim Zulmira.

Saúde foi um dos temas que se destacaram durante a campanha. Entre as propostas da prefeita estão a criação de um centro especializado na saúde da mulher e atendimento pelo sistema telemedicina. Manga propõe uma informatização dos serviços públicos e o agendamento de serviços de saúde via aplicativo.

Delegada aposentada, Jaqueline era vice do prefeito José Crespo (DEM) e só assumiu a prefeitura há pouco mais de um ano, após o titular ser cassado. Eleita pelo PTB, teve uma rápida passagem pelo PDT e março se filiou ao PSL. Mesmo com pouco tempo de gestão, ela divulga que acertou as finanças municipais e inaugurado obras.

A então vice-prefeita também sofreu processo de impeachment, acusada de usar um servidor da autarquia municipal de água para serviços particulares. Jaqueline foi absolvida pelos vereadores, mas o Ministério Público viu indício de crime e ofereceu denúncia contra ela. O caso será julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

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Estadão
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