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Covas busca voto evangélico em dia de eventos religiosos, a uma semana do 2º turno

Candidato à reeleição visitou igrejas neste domingo, 22. Tucano teve 25% dos votos do eleitorado evangélico no primeiro turno

22 nov 2020
14h24
atualizado às 16h33
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A uma semana do segundo turno das eleições em São Paulo, o candidato Bruno Covas (PSDB) visita quatro eventos com religiosos neste domingo, 22, em busca do voto evangélico. Com vantagem nesse segmento, o tucano recebeu apoio de líderes neopentecostais que o elogiaram por manter templos abertos durante a pandemia do novo coronavírus, e também por facilitar a regularização de alvarás das igrejas.

Durante a manhã, Covas participou de uma reunião com jovens da Assembleia de Deus e de uma convenção de líderes da igreja. Por volta de 12h20, ele fez uma breve aparição no culto da Igreja Mundial do Poder de Deus, para receber uma benção do apóstolo Valdemiro Santiago. O prefeito ficou pouco mais de cinco minutos no palco com Santiago, diante de milhares de fiéis no Brás.

"Eu chorei lágrimas de sangue aqui nessa igreja, e quando esse homem (Covas) entrou lá, uma das prioridades dele foi conceder o alvará dessa obra", disse o líder evangélico. A declaração foi uma referência à Lei de Anistia Imobiliária, aprovada há um ano, na qual templos religiosos puderam fazer a regularização sem pagar taxa - ao contrário de outros tipos de imóveis. "Eu sou um soldadinho seu, tá? Pode me convocar aí nas obras sociais", disse Santiago.

Ainda durante o culto, o apóstolo negou que estivesse pedindo votos para o prefeito. Santiago disse aos fiéis que estava apenas pedindo orações e abençoando sua saúde. O apóstolo também enalteceu Covas por manter igrejas abertas durante a pandemia. "Não sou de partido nenhum, não estou fazendo campanha para ninguém", disse. "Quero pedir a benção para essa pessoa que confessou que a igreja é o hospital da alma."

Eles estavam acompanhados do Missionário José Olímpio, eleito vereador em São Paulo pelo DEM. "Fiquem sabendo que o missionário é o mais novo vereador dessa cidade", disse Valdemiro.

Mais cedo, o presidente executivo da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil, bispo Samuel Ferreira, afirmou

que Bruno Covas tem sido "um prefeito amigo da igreja". Enquanto o candidato visitava a unidade da Assembleia no Brás, na zona leste da capital, o andar térreo tinha aglomerações com centenas de fiéis nos corredores. A administração da unidade pediu que a imprensa se retirasse do local.

Covas negou que a medida de regularização de imóveis, na ano passado, tenha mirado o apoio de religiosos. Para Covas a medida beneficiou vários setores.

"A Lei de Anistia de Edificações já regularizou mais de 200 mil imóveis na cidade de São Paulo, templos e também locais de comércio, residências, beneficiou a todos de forma igual, portanto não é uma ação específica para essa ou aquela igreja", justificou. "Não há nenhum tipo de compra de apoio."

Vantagem

Covas já lidera entre evangélicos e católicos nas intenções de voto para o segundo turno, em relação a seu concorrente, Guilherme Boulos (PSOL). O tucano teve voto de 25% desse segmento no primeiro turno, acima de todos os demais candidatos, segundo a última pesquisa Ibope/Estadão/TV Globo. Já Boulos teve apoio de 14% dos evangélicos.

A vantagem do prefeito é ainda maior entre os católicos, de quem recebe 35% dos votos. Os evangélicos são, no segmento religioso, o público com maior possibilidade de mudar de voto: 27% afirmam que não estão totalmente decididos e podem alterar até o dia da votação.

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Estadão
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