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Compare as propostas para Saúde de Bruno Covas e Guilherme Boulos

Candidatos a prefeito em São Paulo propõem ampliação de hospitais e medidas relacionadas ao combate do novo coronavírus

25 nov 2020
22h27
atualizado em 28/11/2020 às 02h57
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Nas eleições 2020, a covid-19 trouxe ainda mais atenção para uma área que tradicionalmente é vista pelos brasileiros como prioritária para quem estiver no comando das cidades: a saúde. A preocupação dos eleitores se reflete no número de propostas dos candidatos Bruno Covas (PSDB) e Guilherme Boulos (PSOL) para o setor.

Nos planos de governo de ambos, a área é a segunda com mais proposições. No planejamento do candidato do PSOL, saúde tem 39 propostas e só fica atrás de meio ambiente, com 49. Nas diretrizes do atual prefeito, o setor tem cinco propostas, empatado com educação e meio ambiente e só perde em número para transporte, com oito apostas.

Em São Paulo, pesquisa Ibope divulgada pelo Estadão apontou que 33% dos moradores da capital veem esse serviço como sua maior preocupação. Reduzir filas de exame, atendimentos com especialistas e cirurgias de menor complexidade são atribuições das prefeituras, encarregadas da Atenção Primária.

O Ministério da Saúde aponta uma queda de 16,3% nesse tipo de atendimento de janeiro a julho deste ano se comparado ao mesmo período do ano passado. Todos os 31 procedimentos considerados padrão pelo Sistema Único de Saúde (SUS) tiveram redução, segundo levantamento do Estadão.

Foram pouco mais de 6 milhões - uma diferença de 1,16 milhão em relação a 2019. Saiba mais sobre os desafios no setor para os próximos prefeitos aqui.

Veja abaixo as propostas para a saúde de Boulos e Covas, candidatos a Prefeitura de São Paulo no segundo turno:

Bruno Covas (PSDB)

A ampliação dos serviços em saúde pública é um dos dez eixos de organização do plano de governo de Covas. Denominado "Toda Vida Importa", as diretrizes citam maior oferta para áreas relacionadas com os efeitos da pandemia. Saúde mental, combate às comorbidades relacionadas à covid-19 - como obesidade, atenção especial às mulheres, à primeira infância e à prevenção e tratamento de usuário de drogas são apontadas como prioridades.

Uma das principais propostas é colocar os hospitais de Parelheiros e da Brasilândia em pleno funcionamento, oferecendo mais de 630 leitos. O plano também visa a transformar dois hospitais em referência em setores distintos. O Santa Dulce dos Pobres será voltado exclusivamente ao atendimento a moradores de rua e o Guarapiranga, para pacientes que necessitam de cuidado prolongado.

A ampliação do Hospital Sorocabana, na Zona Oeste, também é promessa para uma eventual segunda gestão. Segundo as diretrizes de governo, a ideia é que a unidade, juntamente com o Hospital Brigadeiro, se transforme em referência na região da capital.

A telemedicina é outra meta de Covas. A proposta é que 60 mil profissionais sejam treinados para esse tipo de atendimento, que inclusive contará com serviços voltados à saúde mental. O plano também prevê a construção de 6 novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

O atual prefeito não especifica o valor total do plano, porém afirma que suas propostas cabem no orçamento da capital, frente a uma média de investimentos anual de R$ 4,5 bilhões. O valor médio do investimento das obras na saúde previstas pelo candidato é de R$41,8 milhões, sem custeio. Leva-se em conta obras orçadas em R$6,8 milhões.

Guilherme Boulos (PSOL)

Com quase 40 propostas voltadas à saúde, a contratação de 5,8 mil médicos especialistas e da família é uma das principais proposições de Boulos na área. Em seu plano, há a separação de orientações especificamente para o combate à covid-19, como a intensificação de atendimentos não presenciais por centrais de teleatendimento.

Caso a taxa de ocupação de leitos volte a subir na pandemia, o planejamento propõe instituição da fila única do SUS, unindo rede pública e privada para administração de vagas de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). Ampliar o programa de testagem e, após a criação da vacina, implementar programa de vacinação gerido pelo município são duas outras propostas referentes ao novo coronavírus.

Em medidas gerais, o plano de Boulos estabelece prazo máximo de um mês para realização de exames e procedimentos, independentemente da gravidade. Além disso, aponta a garantia de encaminhamento a partir de triagem em três níveis de prioridade.

Reabrir hospitais fechados ou abrir completamente os que estão em funcionamento parcial é outra proposta. Os hospitais da Brasilândia e de Parelheiros são citados como exemplos nesta ação. No plano, consta também a garantia de distribuição ininterrupta de medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e universalização do atendimento odontológico na atenção básica.

O plano do candidato do PSOL prevê ações e obras voltadas a grupos específicos da cidade, como mulheres, população LGBTI+, moradores de rua e pessoas com deficiência. A criação de ambulatórios LGBTI+, a ampliação de centros dedicados ao atendimento à população em situação de rua, a criação de um protocolo municipal de atendimento ao aborto legal e a ampliação de Centros Especializados de Reabilitação (CER) são algumas proposições neste campo.

Também é citada a criação de uma formação permanente para servidores da área de saúde que leve em consideração a diversidade em relação a gênero, sexualidade e questões étnico-raciais.

Para sua principal proposta, de contratação de quase 6 mil médicos, a equipe do candidato estima R$ 1,6 bilhão para custear 4 anos de salários. O plano de governo, segundo Boulos, tem previsão de custo de R$29 bilhões pelo tempo de mandato.

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Estadão
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