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Com maioria pró-Haddad, Solidariedade deve liberar filiados no segundo turno

Executiva nacional do Solidariedade vai se reunir nesta quarta-feira às 10h para tomar a decisão num hotel em São Paulo

9 out 2018
16h32
atualizado às 16h42
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Com maioria favorável a entrar em campanha pelo candidato do PT a presidente da República, Fernando Haddad, o Solidariedade tende a liberar a bancada de parlamentares e seus filiados no segundo turno da eleição presidencial, em que o petista confronta o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ). A executiva nacional do Solidariedade vai se reunir nesta quarta-feira às 10h para tomar a decisão num hotel em São Paulo. Novo e PP anunciam neutralidade no segundo turno da eleição presidencial.

"Eu acho que tem gente de todo lado, uma maioria pró Haddad. Mas acho que o melhor caminho para o partido é liberar. A ideia que eu tenho é encaminhar a proposta de liberar. Quem quiser ajudar o Haddad vai ajudar, sem ter obrigação de apoiá-lo", disse ao Estado o presidente do partido, deputado Paulinho da Força (SP), reeleito no domingo.

A postura de neutralidade, ao menos oficial, com liberação dos militantes e filiados com mandato para apoiar Haddad ou Bolsonaro, de acordo com interesses próprios, é uma tendência nos demais partidos do centrão, bloco que apoiou o tucano Geraldo Alckmin no primeiro turno. O PP foi o primeiro partido a tomar essa decisão. Fazem parte do grupo ainda DEM, PR e PRB, que anuncia sua posição na noite desta terça-feira, em Brasília.

A Força Sindical, principal base social do Solidariedade, anunciou na segunda-feira,9, que vai apoiar Haddad. O secretário-geral da Força, João Carlos Gonçalves, o Juruna, diz que o apoio será formalizado em um encontro do petista com centrais sindicais também nesta quarta. Participaram a CUT, UGT, Nova Central, Intersindical, CTB e CSB.

"Vamos prestar o apoio formal e também levar a agenda do trabalho a ele. Colocaremos a questão do desenvolvimento com geração de empregos, garantira de liberdades e da democracia e uma reforma da Previdência sem retirar direitos", disse Juruna.

Estadão

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