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Candidatos à Presidência da República votam na manhã deste domingo

Líder nas pesquisas, Jair Bolsonaro comparece às urnas no Vila Militar, no Rio de Janeiro, enquanto Fernando Haddad vota na zona sul de São Paulo pelas eleições 2018

7 out 2018
11h11
atualizado às 15h50
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Os principais candidatos à Presidência da República na eleições 2018 já votaram na manhã deste domingo. O líder das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL), compareceu às urnas no Vila Militar, na zona oeste do Rio, acompanhado por filhos e apoiadores. Em São Paulo, o seu principal concorrente, Fernando Haddad (PT), votou na zona sul da capital acompanhado da esposa e militantes.

Em sua chegada a uma escola na Vila Militar, Bolsonaro disse, em meio ao tumulto de jornalistas, que está confiante em uma vitória no primeiro turno. Ele disse que no dia 28 - data do segundo turno das eleições - "irá para a praia", sugerindo, assim, que acredita em vitória absoluta neste domingo.

Bolsonaro disse ainda que o momento é de reflexão. "Quem sentar na cadeira presidencial terá muitos problemas. É o momento de sentar e elevar sua alma e pensamento a Deus", afirmou.

Em São Paulo, depois de ir a São Bernardo do Campo onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, votava, Haddad criticou o presidenciável do PSL por ele ter dito que não ligaria para um adversário em caso de derrota.

"Quem não coloca o povo acima das suas pretensões pessoais é que tem esse tipo de atitude. Para mim, a vontade popular tem que ser acima de tudo", declarou. Ele se diz um democrata 'desde que nasceu' e que vai celebrar a vontade popular, independentemente de derrota ou vitória.

Ao falar de um segundo turno contra Bolsonaro, Haddad apostou em destacar que haverá diferenças de projetos, mas evitou tecer ataques mais duros ao adversário, amenizando o tom que adotou na última semana de campanha antes do primeiro turno. "São dois projetos tão diferentes que vai ficar mais fácil para o cidadão votar no segundo turno."

Após votar, Haddad disse que vai procurar outros candidatos como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB) no segundo turno. Segundo ele, é necessário ampliar a aliança para além dos partidos. "Nós vamos procurar ampliar para além dos partidos nossa aliança. O momento agora exige que nos entendamos a mão para os brasileiros e brasileiras que independentemente de partidos queiram contribuir para a reconstrução do Brasil", disse o candidato.

No Ceará, ao votar, o candidato do PDT, Ciro Gomes usou uma analogia futebolística para dizer que tem mais condições de vencer esta eleição do que um de seus concorrentes, o petista Fernando Haddad. Segundo o presidenciável, Haddad está em 'impedimento' e ele está livre para fazer o gol.

"Estou dizendo para vocês que (o segundo turno) vai ser diferente. Vou unir o povo brasileiro se eu passar ao segundo turno, como eu estou pedindo a chance ao brasileiro. Estou pedindo a bola, me deslocando, estou na área e o Haddad está no impedimento. Se passar para mim, faço o gol", disse.

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, votou no colégio Santo Américo, seu local de votação em São Paulo. Alckmin chegou com ao local com a esposa, dona Li, e seus netos. Acompanharam ainda a votação do presidenciável tucano aliados e o ex-prefeito da capital, João Doria. Na saída, disse que vai aguardar "com confiança" o resultado das urnas. No entanto, não quis comentar sobre sua posição caso não passe para um eventual segundo turno.

"Não é o momento para fazer análise política", disse o ex-governador.

Marina Silva (Rede) votou na sede do Incra, em Rio Branco, por volta das 9h30min, horário local (11h30, horário de Brasília), deste domingo. Ela reforçou as críticas a Jair Bolsonaro (PSL) e ao PT. Disse que a polarização não ajuda a qualificar a democracia.

"Os dois partidos que hoje estão fazendo a polarização não são alternativas para a sociedade brasileira. Por isso, que eu e o Eduardo (vice) fizemos uma campanha com propostas que são perfeitamente possíveis de serem executadas após a nossa eleição", afirmou a candidata.

Marina Silva, candidata à Presidência da República pelo Rede, votou na sede do Incra, em Rio Branco, no Acre, na manhã deste domingo, 7
Marina Silva, candidata à Presidência da República pelo Rede, votou na sede do Incra, em Rio Branco, no Acre, na manhã deste domingo, 7
Foto: Agência Brasil / Estadão Conteúdo

Ex-ministro da Fazenda e presidenciável do MDB, Henrique Meirelles, votou na manhã deste domingo em um colégio em Higienópolis, na região central de São Paulo. Sob fina chuva, o presidenciável chegou acompanhado de um grupo de apoiadores do seu partido e do candidato ao governo do Estado de São Paulo, Paulo Skaf, também do MDB.

"A gente chamou e o senhor veio", brincou uma eleitora que saia de outra seção no mesmo colégio. "Pena que esteja atrás (nas pesquisas)", completou. O candidato sorriu e fez um 'V' de vitória. "Como diz a sabedoria mineira, eleição e mineração, só depois da apuração", disse o candidato após deixar a cabine de votação. Atrás nas pesquisas eleitorais, o ex-ministro da Fazenda disse que pode não ganhar o voto, mas vai ganhar o respeito do eleitor.

DEMAIS CANDIDATOS

Marina Silva votou na sede do Incra, em Rio Branco, por volta das 9h30min (horário local) deste domingo. Ela reforçou as críticas a Jair Bolsonaro (PSL) e ao PT. Disse que a polarização não ajuda a qualificar a democracia.

"Os dois partidos que hoje estão fazendo a polarização não são alternativas para a sociedade brasileira. Por isso, que eu e o Eduardo (vice) fizemos uma campanha com propostas que são perfeitamente possíveis de serem executadas após a nossa eleição", afirmou a candidata da Rede. "Não fomos pelo caminho tentador das promessas mirabolantes e muito menos de fazer o discurso fácil da desconstrução, da violência, do uso de fake news. Nossa campanha foi uma campanha feita para oferecer a outra face. Para a face da mentira, a verdade".

O candidato à presidência pelo Psol, Guilherme Boulos, chegou à PUC-SP por volta das 9h30 de mãos dadas com as duas filhas, que também o acompanharam durante a votação. "Hoje é dia de votar sem ódio e sem medo. É dia de barrar o atraso e de construir o futuro. Esse é o recado que eu tenho para dar para o povo brasileiro. Não deposite medo nem ódio nessa urna. Deposite os seus sonhos", disse. O candidato preferiu não se posicionar sobre o apoio ao PT em um eventual segundo turno. "Vamos esperar terminar, ter a apuração das urnas. Agora, nós sempre estivemos nas ruas para barrar o atraso. Ele não. Ele jamais", disse Boulos, em clara crítica ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL).

O candidato à Presidência da República João Goulart Filho (PPL) votou por volta de 9h20 em uma escola infantil de Brasília. Goulart Filho chegou ao local pouco depois das 9h, acompanhado da mulher e outros familiares, do candidato a vice de sua chapa, Léo da Silva Alves, e de candidatos a deputado distrital e federal por sua chapa. Segundo Goulart Filho, haverá uma reunião do partido na terça-feira para determinar os próximos passos. "Vamos esperar o resultado da urna, caso eu não chegue ao segundo turno, o apoio será uma decisão extremamente coletiva", completou o candidato.

O candidato à Presidência pelo partido Novo, o empresário João Amoedo, disse que não vê "possibilidade de apoiar o PT" em um possível segundo turno. Já um provável apoio ao adversário do PSL, Jair Bolsonaro, será definido pelo partido a partir da análise do seu programa de governo. "O que vai pautar qualquer decisão é a pauta de trabalho. A gente precisa entender um pouco mais as ideias do Bolsonaro", disse Amoêdo, após votar na Associação Atlética do Banco do Brasil (AABB), na zona sul carioca. Ele chegou ao local às 10h, acompanhado da mãe e de duas das três filhas.

Ao fim da campanha, a avaliação do candidato sobre o desempenho do partido é positivo. "Na promissora eleição já despontamos como uma força política. Nas pesquisas, ficamos à frente de candidatos tradicionais e de partidos que estão há muito tempo gastando dinheiro público. Tudo isso mostra o desejo da população de renovação", afirmou o candidato, acrescentando que tem expectativa de receber mais votos do que o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Segundo Amoêdo, foram gastos de R$ 3,5 milhões a R$ 4 milhões em sua campanha, "bem abaixo da maioria", disse.

O candidato do Patriota à Presidência da República, Cabo Daciolo, voltou a afirmar na manhã deste domingo que confia em uma vitória no primeiro turno. Acompanhado da mulher e dos três filhos, o presidenciável, que tem 2% das intenções de voto de acordo com a pesquisa Ibope/Estado/Rede Globo divulgada no sábado, votou em uma escola no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio, por volta das 10h30.

"Eu acredito que vamos ganhar esta eleição no primeiro turno, com 51% dos votos", declarou. Mas, mesmo que sua previsão não se concretize, ele disse já se considerar um vitorioso. "Nós já ganhamos essa batalha. Entrou o amor, entrou respeito ao próximo, tem um grande avivamento acontecendo já na nação brasileira. As pessoas, e eu creio que já está ocorrendo, tratando o próximo da maneira que gostariam de ser tratadas."

Estadão Conteúdo

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