0

Atos de Boulos exaltam frente de esquerda; 'semente para 2022', diz deputado petista

Candidato do PSOL caminhou por Heliópolis e Paraisópolis neste sábado ao lado de militantes do PT, PDT e outras siglas

21 nov 2020
15h06
atualizado às 18h11
  • separator
  • 0
  • comentários
  • separator

O candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL), fez caminhadas com militantes pelas comunidades de Heliópolis, de manhã, e de Paraisópolis, à tarde,neste sábado, 21. Foram as primeiras agendas de rua do candidato após o anúncio da formação de uma frente de esquerda unindo o PSOL a outras sete siglas, como o PT e o PDT.

Durante os atos, Boulos e aliados falaram sobre a importância da união da esquerda para derrotar o PSDB de Bruno Covas em São Paulo. Além disso, de acordo com o candidato, uma eventual vitória sua na cidade indicará uma possível derrota do bolsonarismo em 2022. Além de vereadores do PSOL, os atos tiveram participação de lideranças petistas, como o vereador Donato, os deputados federais Alexandre Padilha, Vicentinho e também Carlos Zarattini - candidato a vice na chapa de Jilmar Tatto (PT) para a prefeitura, que acabou derrotada no primeiro turno.

"Se a gente ganha em São Paulo, é o começo da derrota de Bolsonaro e de João Doria em 2022", disse Boulos. "Tenho muito orgulho de ter recebido os apoios de sete partidos numa frente pela justiça social. Esta frente é um exemplo. Eu não escondo apoios. Eu tenho orgulho dos meus aliados e dos meus apoiadores. Covas esconde Doria e o vice (Ricardo Nunes)"

Para o deputado federal Vicentinho (PT-SP), a união das esquerdas para apoiar Boulos no segundo turno é uma "semente" para 2022. "Boulos já é uma grande liderança nacional e é uma grande reserva política e moral para o nosso país. Isso aqui (união das esquerdas) é a semente de uma árvore muito frutífera. Estamos exercendo um papel que será exercido para todo país."

"Estamos aqui para virar o jogo, tirar o PSDB e termos uma cidade mais inclusiva e menos desigual", disse o vereador petista Donato.

A frente formada na sexta, nomeada "Frente Democrática Por São Paulo", une PSOL, PT, PDT, PSB, PCdoB, Rede, PCB e UP e é uma tentativa de empurrar Covas, que tem apoio de Celso Russomanno (Republicanos) e partidos do Centrão, para o campo do bolsonarismo. Lideranças nacionais como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), a ex-senadora Marina Silva (Rede) e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) já gravaram mensagens de apoio a Boulos. Apesar de o PSB integrar a rede, o terceiro colocado na disputa em São Paulo, Márcio França (PSB), optou pela neutralidade no 2º turno.

Racismo

Durante o ato em Heliópolis, Boulos rebateu a fala do vice-presidente Hamilton Mourão de que "não há racismo no Brasil". Ao comentar o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, um homem negro, em um mercado da rede Carrefour em Porto Alegre, Boulos afirmou que foi "racismo puro". Boulos prometeu recriar a secretaria de Igualdade Racial, extinta no início da gestão Doria na prefeitura.

"Alguém consegue imaginar aquela cena com uma pessoa branca engravatada naquele mercado? Isso é racismo. É racismo puro", disse o candidato do PSOL.

Candidata a vice de Boulos, Luiza Erundina participou do ato de dentro de um carro inspirado no "papamóvel", que já vinha utilizando desde o primeiro grupo. É uma forma de se prevenir contra o coronavírus, já que a candidata tem 85 anos e é grupo de risco da doença. Aliada de Covas, a ex-petista Marta Suplicy, de 75 anos, estreou neste sábado sua versão do "papamóvel". Erundina também falou sobre racismo, em Paraisópolis.

"Enquanto branca, peço perdão pelos crimes cometidos pelos meus irmãos brancos contra meus irmãos negros. Vamos mudar o rumo das coisas. Vamos dar esperança de novo para o nosso povo", disse a deputada federal.

Aglomeração

Houve muita aglomeração e o distanciamento social não foi respeitado em nenhum dos atos da chapa do PSOL neste sábado. Para tentar conter os apoiadores de Boulos e minimizar riscos devido à pandemia, militantes vestidos de branco distribuiam álcool em gel e coordenadores alertavam a todo momento para que as pessoas mantivessem distância umas das outras na medida do possível.

Veja também:

Entregador de comida fica ferido no Santa Cruz
Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade