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Ataques em debates alteram estilo de campanha em Campinas

Antes do primeiro turno, Rafa Zimbaldi (PL) e Dario Saadi (Republicanos) procuraram se apresentar como conciliadores, mas clima de guerra se sobressai agora no segundo turno

22 nov 2020
00h10
atualizado às 00h18
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CAMPINAS - A imagem conciliadora cultivada no início da campanha em Campinas pelos candidatos a prefeito Dário Saadi (Republicanos) e Rafa Zimbaldi (PL) mudou neste segundo turno, com um verdadeiro clima de guerra instalado na disputa. Embora na propaganda eleitoral eles continuem apresentando propostas, os debates trouxeram dois candidatos se atacando constantemente, com acusações de ambos os lados. Saadi obteve 25,78% dos votos válidos no primeiro turno e Zimbaldi, 21,86%.

No debate realizado na noite deste sábado, 21, na TV Thathi/Record, divulgaram sites que criaram para revelar "denúncias" um do outro, repetindo o ocorrido na Band, dia 19, no primeiro encontro do segundo turno. Novamente, os ataques deram o tom, e no intervalo de um dos blocos, eles chegaram a bater boca no estúdio.

Zimbaldi acusou o adversário de receber doação ilegal de campanha em 2014 e voltou a relacioná-lo a um assessor da prefeitura detido por suspeita de venda de testes de Covid-19. Saadi negou irregularidades, disse que Zimbaldi foi próximo ao mesmo assessor e acusou o adversário de criar cargos de indicação quando presidiu a Câmara Municipal, o que Zimbaldi nega.

Antes desse acirramento, no primeiro turno, Saadi, que é urologista, reforçou a característica de médico amigo e "careca vivido", inclusive citando carecas famosos como o ex-atleta Zinedine Zidane. Segundo a campanha, as peças refletiram o perfil dele, com descontração. Zimbaldi, atual deputado estadual, ressaltou a imagem de político preocupado e bom ouvinte, com um gesto de cruzar os braços sobre o peito, em sinal de abraço. A coligação diz que a postura é de uma relação "menos burocratizada".

Agora, no segundo turno, Saadi propõe comparação entre candidatos e diz que "a cada mentira" contra ele, dirá "uma verdade" sobre Zimbaldi. Já o deputado ironiza a "Campinas perfeita" do adversário, criticando a ligação dele com o prefeito Jonas Donizette (PSB), que o apoia e não pode mais se reeleger.

Ambos ainda são alvos de pedidos de impugnação, feitos pelo Ministério Público após denúncias e ainda sem sentença. Mesmo se houver decisão contrária a um deles, poderão recorrer. Saadi responde por suposta compra de votos e uso da máquina pública e, Zimbaldi, por suposta compra de votos. Eles negam irregularidades e se dizem tranquilos.

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