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Ana Amélia abriu mão da reeleição para ser vice, diz Alckmin

Presidenciável tucano afirma que senadora do PP é a 'vice dos sonhos' nas eleições 2018

2 ago 2018
23h17
atualizado às 23h28
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O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, confirmou na noite desta quinta-feira, 2, que a senadora Ana Amélia (PP-RS) vai compor sua chapa como candidata a vice nas eleições 2018. "Ana Amélia aceitou. Foi um gesto importante. Ela abriu mão de sua reeleição ao Senado para vir conosco nessa caminhada", disse o ex-governador de São Paulo em entrevista ao programa Central das Eleições, da GloboNews.

Alckmin elogiou a nova companheira de chapa, dizendo que ela foi escolhida por vários anos como uma das melhores parlamentares do Congresso. "A vice dos sonhos é Ana Amélia, e eu consegui."

Senadora Ana Amélia
Senadora Ana Amélia
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Ana Amélia aceitou o convite para ser vice na chapa do pré-candidato do PSDB na tarde desta quinta-feira- informação antecipada pelo blog da Coluna do Estadão. O convite foi feito diretamente pelo ex-governador de São Paulo à senadora, que condicionou a resposta definitiva a arranjos entre PSDB e PP em âmbito nacional e, principalmente, no Rio Grande do Sul, seu Estado natal e onde as duas legendas têm candidatos próprios ao Executivo.

O deputado Luiz Carlos Heinze (PP), que havia fechado uma composição com DEM, PSC, PROS e PSL, deve desistir da disputa, apoiar o tucano Eduardo Leite (PSDB), ex-prefeito de Pelotas, e ocupar a vaga de Ana Amélia na disputa pelo Senado.

O ex-governador acrescentou que recebeu dos partidos que o apoiam "a delegação" para fazer a escolha. Após o empresário Josué Gomes, recém-filiado ao PR, declinar do convite para ser vice de Alckmin, o tucano consultou os aliados do Centrão e chegou a uma lista de sete nomes. A prioridade era compor chapa com uma mulher de um Estado que não fosse São Paulo.

O nome de Ana Amélia ganhou força porque Alckmin precisa reconquistar eleitores do Sul que, historicamente, votaram no PSDB, mas se afastaram da sigla nos últimos anos.

Na entrevista à Globonews, o candidato ainda disse que a decisão sobre a vice já está pacificada com os outros partidos do Centrão (SD, DEM, PR, PRB e PP). "O Centrão nos delegou essa decisão."

Senadora confirmou decisão a Alckmin durante a tarde

Antes da declaração do ex-governador, a senadora gaúcha tinha evitado ser assertiva quando questionada sobre a composição da chapa. "A decisão caberá a Alckmin e ao presidente do partido (PP)", disse mais cedo, citando o senador Ciro Nogueira (PI). "Se os acertos (entre PP e PSDB gaúchos) não forem concluídos satisfatoriamente, eu tenho que ver como vai ficar", completou. Ela afirmou que o anúncio oficial deve ser feito até hoje, véspera da convenção nacional do PSDB.

Tucanos confirmaram ao Estadão/Broadcast que a senadora ligou para Alckmin e informou sobre sua decisão no fim da tarde desta quinta-feira. Ela lembrou que nas últimas décadas ao menos três vice-presidentes assumiram o cargo. "Vice não é mais uma figura decorativa no Brasil", afirmou.

Dirigentes do PP alertaram o tucano e os demais partidos do Centrão - bloco formado por PP, PRB, PR, DEM e Solidariedade - que a decisão pelo nome da senadora deve ser encarada como uma opção "pessoal" da campanha do PSDB e não pode entrar na "cota" do Partido Progressista. O motivo é que Ana Amélia não possui a confiança de Ciro Nogueira e outros caciques do PP. Ela tem um histórico de divergências internas e é avaliada como alguém com um estilo "independente", o que faz com que não seja unanimidade na direção da sigla.

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Estadão

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