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Aécio divide com Congresso responsabilidade sobre reeleição

Primeiro evento de campanha de rua do presidenciável aconteceu em São Paulo com operários da construção civil

7 out 2014 16h44
| atualizado às 18h40
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O candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, participou de ato de campanha com operários da construção civil em São Paulo
O candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves, participou de ato de campanha com operários da construção civil em São Paulo
Foto: Divulgação/PSDB

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, dividiu nesta terça-feira com o Congresso a responsabilidade sobre uma eventual tentativa de por fim à reeleição, caso se eleja. Ainda assim, segundo o tucano, ele abraçaria a proposta apenas em caso de mandato de cinco anos – hoje, é de quatro anos --, a qual diz defender.

O fim da reeleição, que havia sido aprovada no primeiro mandato presidencial do também tucano Fernando Henrique Cardoso, é uma das condições estabelecidas pela candidata Marina Silva (PSB), terceiro lugar no primeiro turno, para oficializar o apoio a Aécio. A proposta constava do plano de governo de Marina, que, semanas antes da votação, chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto para o segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

Aécio falou com a imprensa após discursar para operários da construção civil na zona sul de São Paulo e se definiu como representante da “nova política” – assim como Marina afirmava no primeiro turno. Ao lado dele, estavam o senador eleito por São Paulo, José Serra, e o governador reeleito Geraldo Alckmin, além do deputado federal também reeleito Paulo Pereira da Silva (Solidariedade). Foi o primeiro ato de campanha de rua do senador mineiro no segundo turno.

“Estou pronto para liderar um projeto em favor do Brasil, de uma nova política”, disse, para completar: “Nossa proposta é sempre aberta a novas contribuições, até porque um programa de governo é uma obra que não termina nunca, permanente e aberta a aprimoramento”, definiu. Conforme o tucano, nos próximos dias a campanha debaterá “compromissos cada vez mais explícitos” em áreas como sustentabilidade e educação de tempo integral, outras bandeiras de Marina.

Sobre o mandato de cinco anos sem reeleição, também no programa de governo do PSB, o tucano respondeu: “Essa proposta está já nas nossas diretrizes, defendo já há muito tempo. Acredito que o mandato de cinco anos e a coincidência das eleições é um avanço; vejo inclusive que há convergências importantes entre o programa de governo da candidata Marina e as nossas”, afirmou. Se o fim da reeleição valeria já para o mandato seguinte, Aécio disse ser a favor da medida para todos os cargos do Executivo, mas ressalvou: “Essa questão do mandato especial precisa ser discutida pelo Congresso; não estamos falando do fim da reeleição para presidente da República, apenas, onde uma decisão unilateral de um candidato resolveria o problema. Falamos de reeleição de governadores e prefeitos também, então precisa ter entendimento do Congresso sobre isso”.

A respeito da reeleição, criada por um de seus padrinhos políticos, o presidenciável a classificou como “uma experiência que o Brasil viveu”. “Mas nada impede que você evolua”, observou. Questionado se abriria mão de buscar a reeleição, caso vença Dilma, o tucano desconversou: “É uma questão para ser discutida. Não morro de amores pela reeleição”.

Telefonema do vice de Marina e reunião em Brasília
Durante a visita às obras, Aécio recebeu um telefonema do vice na chapa de Marina, Beto Albuquerque (PSB-RS). “Foi apenas uma palavra de amigo; o cumprimentei pelo desempenho. Vamos ter tranquilidade”, conclui Aécio. Ontem, em entrevista coletiva em São Paulo, ele afirmou ter recebido telefonema de Marina o parabenizando pelo avanço ao segundo turno.

Amanhã, o tucano participa de um encontro em Brasília com candidatos do PSDB ao governo e ao Senado no primeiro turno.  O evento, cujo local não foi divulgado, está marcado para as 15h30.

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Fonte: Terra
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