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Eleição tailandesa deve manter militares no poder

24 mar 2019
16h50
atualizado em 25/3/2019 às 06h29
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Contagem de votos indica vantagem de partido ligado à junta que governa o país, após pesquisa boca de urna ter apontando vitória de candidatos pró-democracia. Resultados oficiais só devem ser anunciados na segunda-feira.A contagem de votos das primeiras eleições legislativas da Tailândia em cinco anos indica a vitória de um partido ligado à junta militar que governa o país desde 2014. O resultado parcial contraria uma pesquisa boca de urna realizada logo após o fechamento das urnas, que indicavam vantagem do Peua Thai, um partido pró-democracia.

Com 92,5% dos votos apurados, o Palang Pracharat, ligado à junta, liderava com 7,5 milhões de votos, contra 7,05 milhões do Peua Thai. Um terceiro partido, também contrário à junta, o Futuro em Frente, contava 5 milhões de votos na apuração parcial.

Essa foi a última contagem parcial que foi divulgada no domingo antes de o chefe da comissão eleitoral informar que resultados oficiais do pleito só devem ser anunciados na segunda-feira.

Por volta de 51 milhões de tailandeses foram convocados às urnas para escolher 500 membros do novo Parlamento.

Caso os resultados se confirmem, o Palang Pracharat deve eleger mais de 110 deputados e terá folga para escolher o novo primeiro-ministro do país. O atual ocupante da cadeira é o general Prayut Chan-ocha. Isso porque além de conseguirem obter a maior fatia das cadeiras no Parlamento, os militares também vão controlar um Senado com 250 membros biônicos, que foram escolhidos a dedo pela junta.

Pelas regras impostas pela junta, a escolha do novo premiê cabe aos 500 membros do Parlamento mais os 250 senadores biônicos. Com mais de 350 parlamentares do seu lado, os militares não devem ter dificuldade para reconduzir Prayut Chan-ocha ao cargo.

Antes mesmos das eleições, críticos já haviam apontado que o sistema eleitoral, revisado e reescrito pela junta militar, concedia vantagem aos partidos pró-militares. Eles também alegaram que o sistema é fraudulento e desenhado para impedir que o Pheu Thai - ligado ao ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra - retorne ao poder.

JPS/CA/efe/dpa/ots

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