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Receita é não deixar nenhum aluno para trás; leia análise

Reduzir os prejuízos da pandemia não será suficiente para mudar de patamar. Para isso, uma agenda mais ampla e ambiciosa terá de ser implementada

17 out 2021 05h12
| atualizado às 08h44
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O excessivo tempo de interrupção de aulas presenciais traz impactos para a aprendizagem, especialmente para alunos em maior vulnerabilidade.

Alunos utilizam máscara na sala de aula no retorno das atividades presenciais
Alunos utilizam máscara na sala de aula no retorno das atividades presenciais
Foto: José Aldenir/The News2 / Estadão

Mitigar os efeitos da pandemia na educação, principalmente na rede pública, convoca esforços para enfrentar a evasão escolar, realizar ações de acolhimento, superar lacunas de aprendizagem e promover a inclusão digital. Destaco duas estratégias, sem as quais tais esforços serão menos efetivos: ampliar a jornada escolar e processo constante de recuperação e aceleração da aprendizagem nas escolas.

O modelo de ampliação de jornada escolar defendido tem como premissa o conceito de educação integral, que nada tem a ver com o antigo turno e contraturno. Mais tempo na escola viabiliza também recuperação e aceleração da aprendizagem mais intensos. Temos estudado o que explica o sucesso das redes de maior êxito no País, de Teresina a Coruripe/AL, do Ceará ao Espírito Santo. Nessas redes, chama a atenção um obstinado trabalho para não deixar nenhum aluno para trás.

Reduzir os prejuízos da pandemia não será suficiente para mudar de patamar. Para isso, uma agenda mais ampla e ambiciosa terá de ser implementada, tendo como pressuposto o compromisso dos gestores públicos com a sociedade, famílias e alunos que vá muito além da retórica fácil.

*PRESIDENTE EXECUTIVA DA ORGANIZAÇÃO TODOS PELA EDUCAÇÃO

Estadão
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