Pelo Twitter, Weintraub responde a pedidos de correção em nota do Enem e solicita nova análise

Weintraub chegou a dizer que pediria ao presidente do Inep, responsável pelo Enem, nova análise de um dos casos em que havia reclamação

26 jan 2020
17h19
atualizado às 18h38
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BRASÍLIA - O ministro da Educação, Abraham Weintraub, usou sua conta no Twitter para responder diretamente a usuários da rede social sobre possíveis erros de correção nas provas no Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Ele chegou a dizer que pediria ao presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela realização do exame, nova análise de um dos casos.

Na última segunda-feira, 20, o MEC divulgou ter identificado erro na correção de 5.974 provas, entre 3,9 milhões participantes da última edição. Weintraub, que chegou a classificar a realização do exame como "o melhor Enem de todos os tempos", atribuiu o problema à gráfica que imprimiu os exames. O governo está agora impedido pela Justiça de divulgar os resultados do processo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) até que haja comprovação, por meio de documentos, de que todas as notas foram revisadas e corrigidas.

A falha causou transtornos aos estudantes, que temem ser prejudicados na seleção para instituições de ensino superior. Um usuário enviou uma mensagem ao ministro neste sábado, 25, pedindo a revisão da prova de sua filha. "Minha filha tem certeza que a prova do Enem dela não teve a correção adequada e que ela foi prejudicada. E agora? A Inês é morta? O Sisu [Sistema de Seleção Unificada] termina amanhã", escreveu o internauta, identificado como Carlos Santanna, que também divulgou o número de inscrição de sua filha.

Weintraub respondeu com um print de uma conversa por WhatsApp com uma pessoa identificada como "Alê" - o nome do presidente do Inep é Alexandre Lopes. O ministro pediu, nessa conversa, a revisão da prova da filha do internauta.

"Ministro, a participante teve a prova corrigida corretamente. Tudo confere. Fez a prova em Ribeirão Preto/SP. Conferido com a aplicadora. Não houve erro de associação no caso dela", responde o interlocutor, segundo a imagem divulgada pelo ministro.

Nas demais respostas ao tuíte de Weintraub, internautas reclamaram de não terem tido o mesmo "atendimento personalizado". Já outros elogiaram a atitude do ministro.

As inscrições no Sisu se encerram neste domingo, 26, após o governo prorrogar o prazo devido à falha. Os resultados seriam divulgados na próxima terça-feira, 28, mas o anúncio está suspenso após a Justiça acatar pedido da Defensoria-Pública da União (DPU).A decisão foi obtida pela DPU em pedido de tutela cautelar para que o MEC e o Inep comprove "documentalmente" que a revisão das notas alvos da falha foram consideradas para readequação das correções de todos os 3,9 milhões de candidatos. A Advocacia-Geral da União já recorreu da decisão.

O ministro da Educação, Abraham Weintraub
O ministro da Educação, Abraham Weintraub
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil / Estadão

A suspensão da divulgação das notas do Sisu pode prejudicar o calendário letivo das universidades federais, que podem ter o período de matrículas alterado e consequentemente o início das aulas. O Estado apurou que o cronograma atual do Sisu já é considerado apertado pelas instituições de ensino, que há anos pedem ao MEC para que as notas do Enem e o sistema de seleção sejam adiantados para que possam ter mais tempo para matricular os estudantes.

O atraso também afeta outros programas, como o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que são opções de acesso ao ensino superior privado para os estudantes que não conseguiram uma vaga nas instituições públicas.

Estadão
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