Na Alemanha e na Holanda, cursos em inglês

Mestrados nos dois países começam a entrar no radar dos candidatos brasileiros

26 fev 2019
03h10
  • separator
  • comentários

A Holanda é um país bem organizado, seguro, com ótimas instituições de ensino. Mas é um destino de estudo que poucas vezes passa pela cabeça de quem quer estudar na Europa, por causa do idioma. No entanto, o país tem oferecido uma quantidade cada vez maior de mestrados totalmente em inglês e, assim, começa a entrar no radar dos candidatos brasileiros. "Oferecer cursos em inglês é uma tendência na Europa inteira. Os países nórdicos e a Alemanha já fazem bastante isso. Internamente há até certo conflito, se é desejável que o inglês tome tanto espaço do idioma local", afirma Leonardo Trench, diretor da consultoria Grade Up.

De fato, a Alemanha oferece muitos cursos do ensino superior 100% em inglês desde a graduação até o doutorado (é possível ver a lista no site www.daad.de, com informação também em inglês). Lá, outra vantagem é que o visto de estudante permite trabalho em tempo parcial. Como nos demais países europeus, os mestrados duram em geral dois anos e são divididos em dois tipos, um chamado específico (para quem busca pesquisa acadêmica) e outro abrangente, focado na preparação para a vida profissional. 

Ainda que se opte por um curso totalmente em inglês, quem vai morar em país com um idioma diferente deve se esforçar para aprender o básico da língua local, como forma de conseguir se integrar melhor à sociedade. "Imagina chegar numa roda de amigos depois da aula. Ninguém vai conversar em inglês. Sem falar o idioma local, o estrangeiro tem certas perdas." Afinal, ao estudar fora, a ideia é ir além dos conhecimentos acadêmicos e viver outra cultura.

EUA: campeões em alunos estrangeiros

Os Estados Unidos continuam sendo o país campeão em atrair estudantes estrangeiros. No caso dos brasileiros, mesmo com a taxa cambial desfavorável, entre 2017 e 2018 o número de alunos lá cresceu 11,7%, segundo relatório do Institute of International Education. No ranking dos países com mais estudantes em instituições de ensino americanas, o Brasil está em décimo. 

"Apesar da política anti-imigração do presidente Trump, na prática, nada mudou para quem busca um visto de estudante", afirma Leonardo Trench, da consultoria Grade UP. "As universidades americanas têm um apelo forte pela qualidade e também porque os Estados Unidos são a principal influência cultural no Brasil." 

De fato, são referência em qualidade. No ranking de 2019 da Quacquarelli Symonds (QS), que avalia mais de mil universidades em 85 países, das cinco primeiras posições, quatro são americanas. Na lista organizada pela Times Higher Education, concorrente da QS, a hegemonia se mantém: entre as cinco no topo, três estão nos Estados Unidos.

AS CINCO MELHORES AMERICANAS

O modelo de ensino americano não contempla especializações similares às brasileiras. Além de mestrados e doutorados, o que há de pós são cursos de extensão, muitas vezes de menos de um ano. Veja as cinco melhores universidades americanas em 2019 pela QS - o ranking inclui a universidade como um todo, não avalia apenas pós:

1. MIT

O Massachusetts Institute of Technology permanece no topo da lista há sete anos consecutivos. Contribui para a isso o fato de ser a líder mundial de citações acadêmicas e se destacar nos indicadores de internacionalização.

2. Stanford

É renomada sobretudo em relação a empreendedorismo e negócios. Entre seus ex-alunos estão fundadores de empresas como Netflix, YouTube, WhatsApp e Google.

3. Harvard

É a mais antiga universidade americana (de 1636) e muito respeitada em praticamente todos os campos, como Direito, Negócios e Medicina.

4. Caltech

O California Institute of Technology é renomado em Tecnologia. É a menor das universidades no top 10 do ranking.

5. Universidade de Chicago

Fundada em 1890, é reconhecida pelo desempenho em pesquisas, com boa reputação entre acadêmicos.

Estadão

compartilhe

comente

  • comentários
publicidade