Cartola – Agência de Conteúdo
Em 27 de fevereiro de 2011, a cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras vagou mais uma vez. Naquela madrugada, o sétimo ocupante, o escritor e médico gaúcho Moacyr Scliar, autor de mais de 80 livros, morreu em Porto Alegre, aos 73 anos. Sua obra, no entanto, permanece imortal. “É uma ficção que é historiográfica, que registra o nosso cotidiano. Ele trabalha com a identidade, a memória da realidade e a hibridização dos tempos”, diz a professora do curso de Letras da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) Solange Zorzo, que recorreu a textos de Scliar como tema de diversas pesquisas acadêmicas.
A diversidade do legado de Scliar se distribui em gêneros como romance, crônica, conto e literatura infanto-juvenil. O autor, que se formou em Medicina em 1963, aventurou-se pela primeira vez de papel e caneta na mão em 1962, quando publicou Histórias de Médico em Formação. A partir daí, não parou mais. Hoje, é tema de estudos em sala de aula e de questões em vestibular, tendo se firmado como um dos principais nomes da literatura contemporânea brasileira. “Bons textos não dizem, mostram. E Moacyr Scliar mostra por meio de alegorias”, analisa o professor de literatura Maurício Silva, do Curso Anglo.
Mas o que você conhece sobre esse escritor? A partir de cinco títulos, saiba um pouco mais sobre as características de sua obra.
Especial para Terra