Segundo a doutora em psicologia Ana Maria Serra, esta é uma técnica usada na terapia comportamental, servindo para mostrar que o perigo não é real. Mas, segundo a especialista, a medida tem um caráter agressivo por expor o paciente a uma situação desconfortante. "Nessa técnica, o terapeuta tenta impedir que o paciente fuja, fazendo com que ele encare a situação. Depois que a sua ansiedade atinge o pico máximo, ela tende a baixar e, assim, no momento em que a pessoa perceber que o risco não é real, se formaria uma nova associação. Mas nem sempre dá certo", afirma.
Para Ana Maria, a psicoterapia é tratamento mais indicado para detectar a origem da fobia e desfazer o que a terapia cognitiva chama de "esquema de vulnerabilidade", que são estruturas inconscientes formadas pela pessoa a partir da sua interação com a realidade. Normalmente o tratamento é associado a remédios que podem ajudar no alívio da ansiedade. Segundo o doutor em psicologia Luiz Gonzaga Leite, os medicamentos mais usados costumam ser ansiolíticos (tranquilizantes), hipnóticos (medicação para dormir) e, às vezes, antidepressivos.
