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Grevistas mantêm paralisação parcial em 14 unidades da Unesp

A mobilização iniciada há mais de 20 dias cobra melhorias na estrutura, reajuste salarial para docentes e bolsa permanência para alunos

26 jun 2013 - 16h39
(atualizado às 16h39)
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Iniciada em 3 de junho, a paralisação de servidores, professores e alunos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) teve desistências, mas ainda atinge muitas unidades. Informações divulgadas pela assessoria de imprensa da instituição apontam que as manifestações ainda ocorrem em 14 das 34 unidades universitárias.

Os servidores dos campus de Araçatuba, Araraquara (10% na Faculdade de Ciências Farmacêuticas/FCF), Assis, Bauru (nas Faculdades de Ciências/FC e de Arquitetura, Artes e Comunicação/FAAC), Botucatu (apenas a Faculdade de Ciências Agronômicas/FCA), Franca, Ilha Solteira, Jaboticabal, Marília, São José do Rio Preto, São Paulo e Sorocaba (50%) continuam com as atividades suspensas.

 Estudantes de Assis, Botucatu (parcial), Ourinhos, Franca (parcial), Jaboticabal, Marília, Rio Claro (parcial), São José do Rio Preto e São Paulo também estão parados. Além disso, algumas unidades têm áreas ocupadas pelos estudantes. A maior ocupação é em São José do Rio Preto, os grevistas ocuparam parcialmente a biblioteca, restaurante universitário, seção de conservação e manutenção, portaria e zeladoria.  Já a greve dos professores permanece somente em dois campus: Assis (parcial) e Franca.

Ontem, três unidades universitárias desistiram da greve. A decisão foi após rodada de negociação com a pró-reitoria de extensão sobre bolsas. Os campus de Presidente Prudente, São José dos Campos e São Vicente retomaram o funcionamento normal.

Está prevista para o dia 2 de julho mais uma reunião para tratar das bolsas. De acordo com a assessoria de imprensa da Unesp, o encontro terá a participação da pró-reitora de extensão, Mariângela Spotti Lopes Fujita e dos vice-diretores de todas as unidades. 

A greve
O movimento grevista foi acertado em assembleia realizada no dia 27 de maio. Antes da definição da greve foram realizadas duas rodadas de negociação, porém não houve acordo. A pauta contém reivindicações das três categorias e inclui, além das críticas ao Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp) - política de cotas proposta pelo governador Geraldo Alckmin em parceria com os reitores das universidades estaduais -, temas como permanência estudantil (moradia, restaurante universitário e bolsas) e reajuste salarial de 11% para docentes e servidores.

Gustavo da Silva Andrade, estudante da Unesp de Rio Preto e membro da comissão administrativa do Comando de Greve, explicou no início da paralisação que os estudantes são contra o Pimesp por causa do sucateamento das universidades. "O governo quer colocar o pessoal da escola pública sem dar condições mínimas para que eles se mantenham. Sem contar que há problemas de espaço (falta de salas de aula) e falta de professores", disse ao Terra.

 

Fonte: Terra
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